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25 fevereiro 2026

Remando Para o Ouro

 

Se você curte uma boa história de superação, mas sem aquele drama exagerado ou trilhas sonoras que tentam te forçar a chorar a cada cinco minutos, Remando Para o Ouro (título original: The Boys in the Boat) é um filme que merece sua atenção. Assisti recentemente e o que mais me chamou a atenção foi a pegada direta e técnica da produção.

Aqui não tem firula. É sobre trabalho duro, sincronia e como um grupo de sujeitos comuns, em plena Grande Depressão americana, conseguiu algo que parecia impossível.

O comando de George Clooney e o elenco

Muita gente não sabe, mas quem assina a direção é o George Clooney. Ele optou por uma estética bem clássica, sem invenções visuais mirabolantes, o que combina muito com a época em que a história se passa. O filme foi lançado oficialmente no final de 2023 (chegando aos cinemas e streamings por aqui logo depois) e foca na equipe de remo da Universidade de Washington.

No elenco, temos o Callum Turner como o protagonista Joe Rantz e o Joel Edgerton, que entrega uma atuação muito sólida como o treinador Al Ulbrickson. O Edgerton, inclusive, é aquele tipo de ator que não precisa falar muito para passar autoridade, o que cai como uma luva para o papel de um técnico de remo da velha guarda.

Notas, premiações e a parte técnica

Se você é do tipo que olha o IMDb antes de dar o play, o filme sustenta uma nota honesta de 7.0. Não é uma obra de arte que vai revolucionar o cinema, mas é um filme extremamente bem executado.

Sobre a parte técnica, vale destacar:

  • Trilha Sonora: Comandada pelo premiado Alexandre Desplat. É uma música que acompanha o ritmo das remadas sem atropelar os diálogos.

  • Premiações: O filme teve várias indicações em premiações de associações de críticos e guildas, principalmente pelo design de produção e pela trilha.

  • Locações: Embora a história se passe em Seattle, boa parte das filmagens rolou no Reino Unido, em lugares como os Cotswolds e o Rio Tâmisa, além de locações nos EUA para manter a fidelidade visual da época.

Curiosidades que fazem a diferença

O que eu achei mais interessante pesquisando os bastidores é o esforço dos atores. Eles não usaram dublês para as cenas de ação no barco na maior parte do tempo. O elenco passou por um treinamento intensivo de remo por meses antes das câmeras começarem a rodar. O objetivo era que eles remassem como uma unidade real, já que o remo é, talvez, o esporte que mais exige sincronia no mundo. Se um errar, o barco todo sofre.

Outro ponto curioso é que o filme é baseado no livro de não-ficção de Daniel James Brown, que entrevistou o Joe Rantz real pouco antes de ele falecer. A fidelidade com os detalhes técnicos dos barcos da época, feitos de cedro, também é um ponto alto para quem gosta de história e engenharia naval.

Por que vale a pena assistir?

Sem entregar spoilers, o filme segue a jornada desse time desde os testes de seleção até as Olimpíadas de Berlim em 1936. É um retrato interessante de como o esporte era visto como uma saída para a pobreza naqueles anos difíceis.

O ritmo é fluido e a narrativa é focada no objetivo. Se você gosta de filmes que mostram o valor do esforço físico e da disciplina mental, sem o "mela-mela" típico de Hollywood, Remando Para o Ouro é uma escolha certeira para o seu próximo fim de semana.



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