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15 fevereiro 2026

Caminhos da Memória

 

Se você está procurando um sci-fi que não foca apenas em naves espaciais, mas no que acontece dentro da cabeça das pessoas, Caminhos da Memória (ou Reminiscence, no original) é uma pedida interessante. Assisti ao filme recentemente e, confesso, ele me pegou pelo clima de "noir futurista".

Vou te contar o que você precisa saber sobre essa obra sem estragar a experiência com spoilers.

O que esperar da trama e a direção de Lisa Joy

O filme foi lançado em agosto de 2021 e traz uma pegada bem específica. A diretora é Lisa Joy, que muita gente conhece por ser uma das mentes por trás da série Westworld. Ela mantém aqui aquele estilo visual impecável e uma narrativa que exige que você preste atenção nos detalhes.

A história se passa em uma Miami submersa pelo aumento do nível do mar, onde o passado se tornou a mercadoria mais valiosa. As pessoas vivem à noite e pagam para reviver momentos felizes em máquinas de memória. É um cenário pessimista, mas visualmente muito bonito.

O elenco e a nota no IMDB

O peso do filme está muito nas costas do Hugh Jackman. Ele interpreta Nick Bannister, um cara durão e solitário que opera essas máquinas de memória. Ao lado dele, temos Rebecca Ferguson, que entrega uma química pesada com Jackman, e a Thandiwe Newton, fazendo o papel da parceira de negócios pragmática do protagonista.

No IMDB, o filme ostenta uma nota 5.8. Sendo bem direto: é uma nota que reflete um público dividido. Quem esperava um filme de ação frenético se decepcionou, mas quem curte uma investigação mais lenta, focada em diálogos e atmosfera, costuma gostar mais.

Trilha sonora e as locações em New Orleans

A música é um ponto alto. A trilha sonora foi composta por Ramin Djawadi (o mesmo de Game of Thrones). Ele consegue criar um som que mistura o eletrônico moderno com algo que lembra os clássicos de detetive dos anos 40.

Sobre as filmagens, apesar de a história se passar em Miami, boa parte das locações foi em New Orleans. Eles aproveitaram a arquitetura da cidade e usaram muitos efeitos práticos para simular as ruas alagadas, o que dá uma textura bem real para o filme.

Curiosidades e Premiações

Mesmo não sendo um fenômeno de bilheteria, o filme traz alguns pontos curiosos:

  • Reencontro: Hugh Jackman e Rebecca Ferguson já tinham trabalhado juntos em O Rei do Show, mas aqui a pegada é totalmente oposta.

  • Premiações: O filme não chegou a levar grandes estatuetas, mas foi indicado ao Visual Effects Society Awards pela qualidade da ambientação digital.

  • A Máquina: A tecnologia de holograma usada no filme foi pensada para parecer algo analógico e desgastado, fugindo do visual "limpo" da maioria dos filmes de ficção científica.

Vale a pena assistir?

Se você gosta de histórias de detetive, mistério e uma pitada de melancolia sobre o tempo que não volta mais, vale o play. É um filme para ver à noite, com calma. Ele levanta uma questão boa: até onde a gente iria para viver um dia bom do passado de novo?



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