Se você curte filmes de assalto que não tentam ser "bonitinhos" ou cheios de firulas tecnológicas, Covil de Ladrões (Den of Thieves) é o tipo de produção que entrega o que promete: testosterona, armas pesadas e um jogo de gato e rato onde ninguém é exatamente o mocinho.
Escrevi este texto para dissecar por que esse longa de 2018 se tornou um queridinho de quem gosta de ação urbana e realismo tático. Sem enrolação, vamos direto ao ponto.
O Enredo: Onde o Crime e a Lei se Confundem
A história se passa em Los Angeles, a capital mundial dos assaltos a banco. De um lado, temos um grupo de elite de ex-militares, liderado pelo calculista Ray Merrimen (Pablo Schreiber). Do outro, uma unidade nada convencional do xerife de LA, comandada por Nick "Big Nick" O'Brien, interpretado por Gerard Butler.
O que me agrada aqui é que o diretor Christian Gudegast (lançado em 19 de janeiro de 2018) não perde tempo com sentimentalismo. O Nick é um cara detonado, que bebe demais e tem uma vida pessoal em frangalhos. Ele não quer salvar o mundo; ele quer pegar os caras que são tão bons quanto ele em quebrar as regras. O objetivo do roubo? Nada menos que o Banco Central dos EUA (Federal Reserve), um lugar teoricamente impenetrável.
Elenco, Direção e a Pegada Técnica
O filme carrega uma nota 7.0 no IMDb, o que é um respeito considerável para o gênero de ação. Christian Gudegast, que também assina o roteiro, optou por um elenco que passa credibilidade física. Além de Butler e Schreiber, temos o rapper Curtis "50 Cent" Jackson e O'Shea Jackson Jr. (filho do Ice Cube), que entrega uma atuação surpreendentemente sólida como o motorista do grupo.
Ficha Técnica Rápida:
Título Original: Den of Thieves
Diretor: Christian Gudegast
Lançamento: Janeiro de 2018
Trilha Sonora: Cliff Martinez (responsável por criar um clima de tensão constante, sem precisar de explosões sonoras a cada cinco minutos).
Locações: Embora a história se passe em Los Angeles, grande parte das filmagens aconteceu em Atlanta, Geórgia, devido aos incentivos fiscais e cenários urbanos versáteis.
O Diferencial de Covil de Ladrões: Realismo e Som
Muita gente compara este filme com Fogo Contra Fogo (Heat), do Michael Mann. É uma comparação justa no sentido da atmosfera. A sonoplastia dos tiroteios é brutal; você sente o peso das armas. Não há premiações de grande escalão como o Oscar aqui, mas o filme ganhou o "selo de aprovação" do público que busca entretenimento bruto e bem executado.
As táticas usadas pelos assaltantes e pela polícia foram baseadas em consultorias militares reais. Isso faz diferença. No meio do filme, você para de se importar com quem está certo e só quer ver como esse plano mirabolante vai terminar. A narrativa flui bem porque foca na logística do crime e na obsessão de Nick em não ser superado.
Curiosidades que Você Precisa Saber
Para quem gosta de ir além da tela, aqui estão alguns fatos que mostram o empenho da produção:
Boot Camp: Os atores que interpretaram os policiais e os que interpretaram os ladrões treinaram em acampamentos militares separados para criar uma rivalidade real no set.
Transformação Física: Gerard Butler precisou ganhar cerca de 11kg de massa (e um aspecto mais "inchado" e cansado) para viver o detetive Nick.
O Federal Reserve: O filme mostra detalhes de como o dinheiro "velho" é destruído no Banco Central, algo raramente explorado no cinema com esse nível de detalhe.
Sequência Confirmada: O sucesso foi tão grande no streaming e em nichos de ação que uma continuação já foi colocada em produção.
Conclusão: Se você quer um filme direto, com diálogos crus e sequências de tiro que parecem reais, Covil de Ladrões é a escolha certa. É cinema de gênero feito para quem não tem frescura.
Nenhum comentário:
Postar um comentário