Minhas Tardes com Margueritte: Um Encontro Que Vale a Pena
Eu sempre gostei de um bom filme que te faz parar e pensar um pouco na vida. Sabe aqueles que não dependem de explosões ou efeitos especiais, mas sim de uma boa história e atuações de peso? Foi exatamente isso que encontrei quando assisti a "Minhas Tardes com Margueritte".
Lembro que foi em uma tarde meio parada que resolvi dar uma chance. Eu, na verdade, estava procurando algo leve, e o título em português (que é bem direto, diga-se de passagem) me chamou a atenção. O filme é um achado para quem curte um drama com um toque de comédia e, acima de tudo, um baita ensinamento sobre a beleza dos encontros inesperados.
Ficha Técnica e O Que Você Precisa Saber
Pra quem gosta de saber os detalhes antes de apertar o play, se liga na ficha técnica:
Título Original: O nome original, se você for procurar lá fora, é "La Tête en Friche". Nada de complicação.
Data de Lançamento: Chegou às telas em 2 de junho de 2010. Já tem um tempinho, mas a história é atemporal.
Diretor: A mente por trás da direção é o Jean Becker. O cara tem um jeito de contar histórias bem humano e sensível.
Atores Principais: O elenco é de primeira. O protagonista é o gigante Gérard Depardieu (no papel de Germain), e a adorável Margueritte é vivida pela Gisèle Casadesus. A química entre os dois é o coração do filme.
Nota no IMDb: Quando eu vi, a nota estava em torno de 7.5, o que, pra mim, já é um bom indicativo de que vale o investimento do seu tempo.
O filme conta a história de Germain, um cara simples, grande e meio rústico, que não é exatamente um intelectual. Ele vive a rotina dele até que encontra Margueritte, uma senhora bem mais velha, pequena e com a cabeça cheia de livros. A amizade que nasce entre eles, baseada na leitura e na conversa, é o que move a trama. É um lembrete de que o aprendizado e a conexão humana não têm prazo de validade.
Locações, Trilha Sonora e Curiosidades de Bastidores
Uma coisa que me prendeu no filme foi o visual. Não é só a história que é simples e bonita; o cenário também contribui muito.
Locações de Filmagem: Grande parte do filme foi rodada na charmosa região de Sète, no sul da França. Aquele clima de cidade pequena, com parques e um visual bem pacato, dá o tom perfeito para o ritmo da narrativa. Não espere grandes metrópoles; a beleza aqui está no cotidiano e na natureza.
Trilha Sonora: A música é aquela trilha francesa clássica, que te transporta sem ser invasiva. A trilha sonora é assinada por Laurent Voulzy e combina bem com o clima de introspecção e leveza do filme. É o tipo de som que te acalma.
Curiosidade: O filme é uma adaptação de um livro com o mesmo nome, do autor François Taddéi. Outra coisa legal é que a Gisèle Casadesus (Margueritte) tinha mais de 90 anos quando filmou, e a vitalidade dela em cena é inspiradora.
Por Que "Minhas Tardes com Margueritte" Funciona Tão Bem
Olha, se você está na busca por um filme que te dê uma injeção de ânimo sem ser piegas, esse é o caminho. O diretor Jean Becker acerta em cheio ao mostrar que a inteligência não é medida só por diploma e que a amizade pode surgir nos lugares mais improváveis.
O que eu tiro do filme é a simplicidade da mensagem: nunca é tarde para aprender e se abrir para o novo. O Germain, com a ajuda da Margueritte e dos livros que ela compartilha, começa a ver o mundo de outra forma. É uma história de crescimento pessoal, de desapego e de como o carinho de uma pessoa pode mudar a sua perspectiva. Não tem mistério, mas tem muita verdade. É um filme para rever.
Nenhum comentário:
Postar um comentário