Sempre fui fã de animações que não tentam ser mais complexas do que precisam. A Era do Gelo: As Aventuras de Buck segue exatamente essa linha. O filme, cujo título original é The Ice Age Adventures of Buck Wild, chegou ao streaming do Disney+ em 28 de janeiro de 2022.
Desta vez, o foco sai um pouco do trio principal (Manny, Diego e Sid) e cai direto no colo do Buck, aquela doninha caolha e completamente maluca que conhecemos lá no terceiro filme. Se você está procurando uma análise direta sobre o que esperar dessa produção, separei os pontos principais aqui embaixo.
Quem está por trás das vozes e da direção
Diferente dos filmes anteriores da franquia, que passaram pelas mãos de Carlos Saldanha e Chris Wedge, este aqui foi dirigido por John C. Donkin. É uma estreia dele na direção, mas ele já era produtor de longa data da Blue Sky Studios.
No elenco de vozes originais, temos uma mudança considerável. Simon Pegg retorna como a voz icônica de Buck — e, honestamente, ele carrega o filme nas costas. Já os gambás Crash e Eddie são dublados por Vincent Tong e Aaron Harris. Para quem gosta de números e recepção do público, o filme segura uma nota de 4.3 no IMDb. Não é a maior da franquia, mas serve bem ao seu propósito de entretenimento leve.
O que acontece no Mundo Perdido
A história é simples: os irmãos gambás Crash e Eddie decidem que precisam de independência e acabam voltando para o Mundo Perdido, aquele lugar subterrâneo cheio de dinossauros que vimos em filmes passados. Lá, eles reencontram Buck, que está ocupado tentando manter a ordem contra um novo vilão, um dinossauro chamado Orson.
O roteiro foca muito na dinâmica de "irmandade" e na coragem, mas sem aquele peso dramático exagerado. É um filme de aventura pura. Sobre as locações de filmagem, por ser uma animação 100% digital, o "set" de gravação foram os computadores da Bardel Entertainment, no Canadá, que assumiu a produção após o fechamento da Blue Sky.
Trilha sonora e reconhecimento
A trilha sonora ficou sob a responsabilidade de Batu Sener. Ele mantém aquele tom heróico e acelerado que combina com as loucuras do Buck. Sobre premiações, o longa não chegou a levar estatuetas de grandes festivais, sendo uma produção pensada especificamente para o catálogo direto do streaming, focada em expandir o universo para as crianças e fãs dos personagens secundários.
Curiosidades que você talvez não saiba
Existem alguns detalhes de bastidores que explicam o tom desse filme:
Mudança de estúdio: Esse foi o primeiro filme da franquia lançado após a Disney adquirir a Fox. Isso explica algumas mudanças estéticas e de elenco.
Spin-off: A ideia original era que Buck tivesse uma série de TV, mas o projeto acabou sendo transformado em um longa-metragem.
Dublagem brasileira: No Brasil, a franquia sempre teve vozes muito marcantes, e a essência dos personagens foi mantida para não causar estranheza em quem cresceu assistindo aos filmes nos cinemas.
Se você quer apenas relaxar e ver algumas cenas de ação absurdas com dinossauros, vale o play. Não é uma obra de arte que vai mudar sua vida, mas cumpre o papel de distrair por pouco mais de uma hora.
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