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21 janeiro 2026

A Grande Muralha

 

Sempre tive curiosidade com filmes que tentam misturar história real com fantasia pura. Recentemente, resolvi rever A Grande Muralha (título original: The Great Wall) para entender se ele ainda sustenta o peso de ser uma das maiores produções já feitas na China. Se você espera um documentário histórico, esqueça. O foco aqui é ação visual e monstros, e vou te contar o que achei dessa experiência sem entregar nada da trama.

Por que decidi dar uma chance para A Grande Muralha

O que me atraiu de cara foi o nome do diretor, Zhang Yimou. O cara é um gênio visual, responsável por filmes como Herói e O Clã das Adagas Voadoras. Eu sabia que, no mínimo, o filme seria bonito de ver. Lançado no início de 2017, o longa coloca o Matt Damon no papel de um mercenário europeu que vai até a China em busca de pólvora, mas acaba encontrando algo muito pior do que exércitos inimigos.

A dinâmica entre o Damon e o Pedro Pascal (que hoje em dia está em todo lugar) é o ponto alto para mim. Eles funcionam bem como aquela dupla de guerreiros pragmáticos que só querem sobreviver, mas se veem no meio de uma guerra milenar. O elenco ainda conta com o veterano Willem Dafoe e os astros chineses Jing Tian e Andy Lau, o que dá um peso interessante para a produção.

O visual e a trilha que ditam o ritmo

Uma coisa que notei logo de cara foi a trilha sonora. O responsável é Ramin Djawadi, o mesmo cara que criou o tema icônico de Game of Thrones. Ele consegue dar uma escala épica para as batalhas, misturando percussão pesada com elementos orientais. Isso ajuda muito a manter o clima de tensão, já que o filme não perde muito tempo com diálogos profundos.

Visualmente, o filme é um espetáculo. As armaduras coloridas do exército chinês, divididas por funções, criam um contraste absurdo com o cinza da muralha e o deserto. Tudo foi filmado principalmente nos estúdios da Wanda em Qingdao, na China, e algumas locações na Nova Zelândia. Dá para ver que não economizaram no orçamento, que foi em torno de 150 milhões de dólares.

O que dizem os números e a crítica

Sendo bem direto, o filme não é uma unanimidade. No IMDb, a nota atual é 5.9, o que reflete bem o que ele é: um entretenimento de pipoca honesto, mas sem grandes pretensões intelectuais. Em termos de premiações, ele não levou nenhum Oscar, mas foi indicado a diversas categorias técnicas em premiações de efeitos visuais e som, o que faz total sentido quando você vê as criaturas em tela.

Os monstros, aliás, chamados de Tao Tei, são baseados na mitologia chinesa real. A ideia de que a Muralha foi construída para manter criaturas sobrenaturais do lado de fora é um "e se?" bem divertido, mesmo que o roteiro seja linear e sem grandes reviravoltas.

Curiosidades e fatos que você deve saber

Se você gosta de saber o que rolou por trás das câmeras, aqui vão alguns pontos que achei interessantes sobre a produção:

  • O mais caro: Na época do lançamento, foi o filme mais caro já rodado integralmente na China.

  • Barreira linguística: Matt Damon contou em entrevistas que a comunicação no set era um desafio, com vários tradutores espalhados para que o diretor pudesse orientar o elenco internacional.

  • Treinamento pesado: Os figurantes que interpretam os soldados passaram por meses de treinamento militar para que os movimentos de ataque parecessem coordenados e reais.

  • Controvérsia: Houve uma certa polêmica sobre o "salvador branco" na época, mas o diretor Zhang Yimou sempre defendeu que o papel do Damon era o de um mercenário aprendendo valores com o exército chinês, e não o contrário.

No fim das contas, A Grande Muralha é um filme para quem quer desligar o cérebro e curtir uma estética impecável. É direto, tem boas cenas de combate e não tenta ser mais do que um blockbuster de monstros.



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