Cara, se você curte cinema que mexe com a percepção da realidade, provavelmente já cruzou com A Mente que Mente (The Great Buck Howard). Assisti ao filme recentemente e ele tem aquela pegada clássica de produções independentes do final dos anos 2000: um roteiro redondo, atuações sólidas e uma história que te prende sem precisar de explosões ou efeitos especiais mirabolantes.
O que esperar de A Mente que Mente
O filme foi lançado em 2008 e dirigido por Sean McGinly. A trama gira em torno de Troy Gable (Colin Hanks), um cara que desiste da faculdade de direito para seguir o sonho de ser escritor. No meio do caminho, ele vira assistente de Buck Howard, um ilusionista e mentalista que já teve seus dias de glória, mas agora luta para voltar ao topo.
O que me chamou a atenção aqui foi o tom. Não é uma comédia rasgada e nem um drama pesado. É uma crônica sobre ego, fracasso e a vontade de ser notado. O título original, The Great Buck Howard, faz muito mais sentido quando você entende que a história é, no fundo, sobre a personalidade magnética e difícil desse mestre das ilusões.
Elenco de peso e a nota no IMDB
O elenco é um dos pontos altos. Temos John Malkovich entregando uma performance impecável como o excêntrico Buck Howard. O cara consegue ser irritante e fascinante ao mesmo tempo. Dividindo a tela com ele, temos Tom Hanks e seu filho na vida real, Colin Hanks. É interessante ver a dinâmica de pai e filho sendo transportada para a ficção, já que Tom interpreta o pai de Troy, que não aceita muito bem a mudança de carreira do filho.
A recepção foi honesta. No IMDB, o filme sustenta uma nota 6.4, o que eu considero justo. É aquele tipo de filme "confortável" para um domingo à tarde, que entrega exatamente o que promete sem tentar reinventar a roda.
Trilha sonora, locações e bastidores
A trilha sonora fica por conta de Blake Neely, que faz um trabalho competente em criar o clima de espetáculo decadente. As filmagens rolaram principalmente na Califórnia (Los Angeles e Santa Clarita) e em Nova Jersey, capturando bem aquele ambiente de hotéis e teatros de estrada que o personagem frequenta.
Embora não tenha sido um "papa-prêmios" no Oscar, o filme teve destaque no Festival de Sundance, onde foi indicado ao Grande Prêmio do Júri. É o tipo de reconhecimento que valida a qualidade do roteiro em vez do orçamento de marketing.
Curiosidades que valem o play
Existem alguns detalhes sobre a produção que deixam a experiência mais rica:
Inspiração Real: O personagem de Buck Howard foi inspirado no mentalista da vida real The Amazing Kreskin, que era figurinha carimbada nos talk shows americanos nos anos 70.
Camadas de Realidade: Vários apresentadores de TV famosos, como Conan O'Brien e Jay Leno, aparecem interpretando eles mesmos, o que dá um ar bem realista à jornada de retorno do Buck à fama.
Emily Blunt: Antes de estourar de vez, ela aparece aqui como uma assessora de imprensa que ajuda na turnê. A química dela com o Colin Hanks é bem natural.
Se você está procurando um filme sobre a linha tênue entre o talento e a ilusão, vale dar o play. É uma história direta, sem enrolação e que deixa a gente pensando sobre o que estamos dispostos a fazer para manter nossos sonhos vivos.
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