Cara, se você curte aquele clima de Guerra Fria, neon por todo lado e porrada honesta, Atômica (Atomic Blonde) é o tipo de filme que você precisa ver. Assisti recentemente e a sensação é de que pegaram a estética dos anos 80, bateram no liquidificador com o estilo de luta do John Wick e serviram gelado.
Vou te contar por que esse filme ainda é um dos melhores de ação da última década sem te entregar o que acontece na trama.
O que você precisa saber sobre Atômica
Lançado oficialmente em 31 de agosto de 2017 aqui no Brasil, o filme é baseado na graphic novel The Coldest City. O título original, como eu disse, é Atomic Blonde, o que faz muito mais sentido quando você vê a Lorraine Broughton, interpretada pela Charlize Theron, em ação.
A direção ficou por conta do David Leitch. Se o nome não te soa familiar, ele foi um dos diretores (não creditados) do primeiro John Wick e depois fez Deadpool 2. O cara sabe filmar luta como poucos, usando cortes longos que deixam você entender exatamente quem está batendo em quem.
No elenco, além da Charlize — que treinou pesado e até quebrou dentes nas gravações —, temos o James McAvoy mandando muito bem como um agente infiltrado meio caótico, o John Goodman e a Sofia Boutella.
Nota IMDb: 6.7/10
Premiações: Ganhou prêmios técnicos de dublês e edição, além de indicações pela performance física da Charlize Theron.
A trilha sonora e o visual de Berlim
Se tem uma coisa que dita o ritmo aqui é a trilha sonora. É uma seleção absurda de clássicos do pós-punk e synthwave. Tem New Order, Depeche Mode, David Bowie e George Michael. As músicas não estão lá só de fundo, elas fazem parte da coreografia das cenas.
As locações de filmagem ajudam a criar esse clima pesado. Embora a história se passe em Berlim às vésperas da queda do muro, boa parte foi filmada em Budapeste, na Hungria, que tem aquela arquitetura soviética bruta que o filme precisava. O resultado é um visual frio, azulado, que contrasta com as luzes de neon dos clubes.
Por que as cenas de luta são diferentes?
O que me pegou em Atômica foi o realismo do cansaço. Diferente de filmes de herói onde o cara bate em vinte pessoas e nem respira fundo, aqui a Lorraine apanha, fica roxa e cansa.
Tem uma cena específica em uma escadaria que é filmada para parecer um plano-sequência (sem cortes). Você vê os personagens ficando exaustos, tropeçando e usando o que tem na mão para sobreviver. É visceral e direto ao ponto, sem frescura.
Algumas curiosidades de bastidor
Para quem gosta de saber o que rolou por trás das câmeras, separei uns pontos interessantes:
Treino pesado: Charlize Theron treinou com oito treinadores diferentes. Ela chegou a treinar junto com o Keanu Reeves enquanto ele se preparava para John Wick 2.
Dentes quebrados: A atriz levou o papel tão a sério que trincou dois dentes durante as filmagens de tanto cerrar a mandíbula nas cenas de esforço físico.
Direção de arte: O filme usa cores para separar os ambientes. Berlim Oriental é cinza e sem vida, enquanto o lado Ocidental explode em cores e música.
Se você está procurando um filme de espionagem que não te trata como criança e entrega uma estética impecável, dá o play em Atômica. É cinema de ação feito por quem entende do riscado.
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