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08 janeiro 2026

La La Land

 

La La Land: Por Que Este Musical Me Pegou de Jeito

Eu não sou o maior fã de musicais. Aquela coisa de gente cantando do nada no meio da rua sempre me pareceu forçada. Mas confesso, "La La Land" me fez repensar essa implicância. Este filme não é só sobre sonhos e romance; é um soco na cara sobre a realidade de quem tenta viver de arte. Lançado em 15 de dezembro de 2016 no Brasil (o lançamento nos EUA foi um pouco antes, em 9 de dezembro), ele chegou causando um burburinho que, honestamente, mereceu.

O filme, cujo título original é “La La Land” mesmo, foi dirigido por Damien Chazelle, o mesmo cara por trás do intenso "Whiplash". Chazelle tem um jeito de contar histórias que te prende, e aqui não foi diferente. Ele conseguiu pegar a leveza de Hollywood e misturar com uma pegada agridoce que me agradou bastante.


O Elenco e a Ficha Técnica Que Fizeram a Mágica Acontecer

A química entre os protagonistas é inegável, e é o motor de tudo. De um lado, temos Ryan Gosling no papel de Sebastian, um pianista de jazz teimoso e com o sonho de abrir seu próprio clube. Do outro, Emma Stone como Mia, uma aspirante a atriz que tenta a sorte em Los Angeles. Eu sou fã da atuação do Gosling, e aqui, ele não só atuou, mas também aprendeu a tocar piano de verdade para o papel! Isso é dedicação.

A produção soube usar Los Angeles como um personagem à parte. As locações de filmagem são um show, passando por estúdios de cinema clássicos até a famosa Píer de Hermosa Beach. A cidade é mostrada em todo o seu glamour e no seu caos.

Curiosidade: Chazelle e a equipe rodaram o musical em formato CinemaScope, um estilo clássico dos anos 50, o que deu aquela sensação nostálgica de cinema antigo, misturando o moderno com o clássico de forma genial.

A Trilha Sonora e a Nota Que Não Deixam Mentir

Se você não se lembra de mais nada do filme, a trilha sonora é inesquecível. Composta por Justin Hurwitz, a música é mais que um acompanhamento; ela dita o ritmo da história. A faixa "City of Stars" virou um hino quase instantâneo. E, de novo, para quem não gosta de musicais, eu me peguei baixando essa trilha. Ela consegue ser melancólica e esperançosa ao mesmo tempo.

A opinião da crítica e do público confirmam a qualidade. No IMDb, o filme sustenta uma nota sólida de 7.9/10, o que, para um musical, é um feito e tanto. Muita gente que, como eu, não esperava se emocionar com um musical, acabou se rendendo.

Premiações: O Ano Que La La Land Dominou

O ano de 2017 foi basicamente o ano de "La La Land" nas cerimônias. A performance do filme nas premiações foi histórica e mostra o impacto que ele teve.

  • Oscar: Recebeu 14 indicações (igualando o recorde de "Titanic" e "A Malvada"), levando 6 estatuetas, incluindo Melhor Diretor para Damien Chazelle e Melhor Atriz para Emma Stone.

  • Globo de Ouro: Foi o recordista absoluto, ganhando 7 prêmios (todos para os quais foi indicado), incluindo Melhor Filme de Comédia ou Musical.

Essa chuva de premiações não é por acaso. O filme é tecnicamente impecável, a fotografia é linda e a história ressoa com quem já teve um sonho grande. É a prova de que um filme pode ser ambicioso e, ao mesmo tempo, tocar o espectador de forma simples.

Minhas Impressões: Não É Sobre Finais Felizes

O que mais me prendeu em "La La Land" é que ele não cai no clichê do conto de fadas. O filme mostra o lado sujo da perseguição de sonhos: o sacrifício, as concessões e as escolhas difíceis. Sebastian e Mia se encontram, se amam, mas a ambição de cada um é um terceiro personagem na relação.

Para mim, o filme é um lembrete: alcançar o topo pode significar deixar algo ou alguém importante para trás. Se você busca um musical que te faça pensar, com uma trilha sonora de arrepiar e atuações de peso, "La La Land" é a pedida. Não é um final "feliz" tradicional, mas é um final honesto.



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