Olha, se você curte cinema de ação com uma pitada de terror, com certeza já parou para analisar A Múmia (2017). Eu estava revendo uns materiais sobre ele outro dia e resolvi organizar o que realmente importa sobre essa produção que tentou, a todo custo, chutar a porta de um universo compartilhado da Universal.
O filme, cujo título original é apenas The Mummy, chegou aos cinemas em 9 de junho de 2017. A ideia aqui era ser o marco zero do "Dark Universe", trazendo monstros clássicos para uma pegada moderna. O comando ficou nas mãos do diretor Alex Kurtzman, que entregou uma estética bem urbana e sombria.
O elenco e a trama de A Múmia 2017
No papel principal, temos Tom Cruise como Nick Morton, um cara que vive no limite entre o exército e o saque de antiguidades. Ao lado dele, Annabelle Wallis faz o papel da arqueóloga Jenny Halsey, e temos a presença de peso do Russell Crowe interpretando o Dr. Henry Jekyll (sim, aquele mesmo).
Mas quem rouba a cena visualmente é a Sofia Boutella. Ela dá vida à princesa Ahmanet, a múmia da vez. Diferente das versões antigas, ela traz uma ameaça muito mais física e direta. O filme foge um pouco daquela aventura egípcia clássica e traz a maldição para o meio de Londres, o que dá um tom bem diferente para a narrativa.
Bastidores, trilha sonora e locações
Se tem uma coisa que o Tom Cruise não abre mão é de realismo nas cenas de ação. Boa parte das filmagens aconteceu em locações reais como Oxford e Londres, no Reino Unido, além de paisagens desertas na Namíbia.
A trilha sonora foi composta pelo Brian Tyler. Ele conseguiu criar uma atmosfera que alterna bem entre o épico e o suspense pesado. É aquele tipo de música que você ouve e sente que algo grande (e provavelmente ruim) está para acontecer.
Um detalhe técnico interessante é a fotografia. O filme evita cores muito vibrantes, focando em tons de cinza, areia e sombras, o que ajuda a manter o clima de "filme de monstro" mesmo em cenários modernos.
Recepção, IMDb e premiações
Vamos ser diretos: a recepção não foi das mais calorosas pela crítica. No IMDb, o filme sustenta uma nota 5.4, o que mostra que ele dividiu bastante o público. Enquanto uns curtiram a ação desenfreada, outros sentiram falta do charme dos filmes do final dos anos 90.
Em termos de premiações, o filme acabou figurando em lugares que a produção não planejava. O Tom Cruise, por exemplo, levou o Framboesa de Ouro de Pior Ator naquele ano. Não foi exatamente o Oscar que eles miravam, mas o filme ainda assim rendeu bons números de bilheteria mundial, mostrando que o nome da franquia ainda tem força.
Curiosidades que valem o registro
Separei alguns pontos que mostram o trabalho que deu para colocar esse filme de pé:
Gravidade Zero: A cena da queda do avião foi filmada em um avião real de gravidade zero (Vomit Comet). Foram necessários 64 takes e dois dias de filmagens, resultando em muita gente da equipe passando mal, menos o Tom Cruise, claro.
Maquiagem pesada: Sofia Boutella passava horas na cadeira de maquiagem para aplicar as runas e marcas pelo corpo, que não eram apenas CGI, mas detalhes táteis.
O Dark Universe: O filme termina com ganchos claros para continuações que envolveriam o Homem Invisível e o Lobisomem, planos que acabaram engavetados logo depois.
No fim das contas, A Múmia 2017 funciona como um passatempo de ação honesto. Não vai mudar sua vida, mas entrega o que promete se você quer ver o Tom Cruise correndo de entidades milenares.
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