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26 fevereiro 2026

Resident Evil 5: Retribuição

 

Cara, se você curte a franquia da Capcom, com certeza já parou para analisar Resident Evil 5: Retribuição (ou Resident Evil: Retribution, no original). Eu revi o filme recentemente e decidi organizar os pontos principais aqui, sem enrolação e sem spoilers, para quem quer entender por que esse capítulo divide tanto a opinião da galera, mas continua sendo um pilar do cinema de ação e ficção.

Lançado em 14 de setembro de 2012, o filme é o quinto da saga e traz de volta a parceria clássica entre a protagonista Milla Jovovich e o diretor Paul W.S. Anderson.

O comando de Paul W.S. Anderson e o elenco de peso

Muita gente critica o Paul W.S. Anderson, mas o cara sabe filmar ação como poucos. Em Retribuição, ele optou por uma narrativa que parece um videogame de verdade, com fases bem definidas. No elenco, a Milla Jovovich dispensa apresentações como Alice, mas o que chama a atenção aqui é o "fan service" bem executado.

Pela primeira vez, vimos personagens icônicos dos jogos ganharem vida de um jeito mais robusto. Tivemos a Sienna Guillory voltando como Jill Valentine (com aquele visual clássico do jogo RE5), a Li Bingbing como Ada Wong e o Johann Urb fazendo o papel do Leon S. Kennedy. Além disso, a Michelle Rodriguez deu as caras novamente, o que sempre dá um peso extra para qualquer filme de porrada.

Locações globais e a trilha sonora de tomandandy

Uma coisa que eu respeito nesse filme é a escala. Ele não fica preso em um laboratório escuro o tempo todo. A produção rodou o mundo — ou pelo menos simulou isso muito bem. As filmagens passaram por Toronto (Canadá), mas as cenas que simulam a Praça Vermelha em Moscou e os distritos de Tóquio dão um ar de "fim do mundo globalizado" que funciona demais na tela.

Para embalar essa correria, a trilha sonora ficou por conta do duo tomandandy. O som é bem industrial, carregado no sintetizador e no eletrônico pesado, o que dita o ritmo das coreografias de luta. É o tipo de música que você coloca no fone quando quer treinar pesado na academia.

Recepção, nota no IMDb e premiações

Se você for olhar puramente os números, o filme tem uma nota de 5.3 no IMDb. É uma nota justa para um filme que se propõe a ser um entretenimento de ação e não um drama profundo para o Oscar. No entanto, o filme foi um sucesso comercial absurdo na época.

Em termos de premiações, ele não levou estatuetas de melhor filme, claro, mas foi reconhecido tecnicamente. Ganhou o Golden Reel Award pela edição de som e teve indicações no Teen Choice Awards e no People's Choice Awards, o que prova que, apesar da crítica torcer o nariz, o público que gosta de explosão e zumbis estava lá garantindo a bilheteria.

Curiosidades que talvez você não saiba

O que eu acho mais interessante nos bastidores de Resident Evil 5: Retribuição são os detalhes que passam batido:

  • O retorno dos mortos: O roteiro deu um jeito de trazer atores de filmes anteriores cujos personagens já tinham morrido. Isso foi feito através da ideia de clonagem da Umbrella, o que permitiu que a Michelle Rodriguez e o Oded Fehr voltassem ao set.

  • Treinamento militar: O elenco passou por um treinamento intenso de manuseio de armas e combate tático para que as cenas de ação não parecessem artificiais.

  • Fidelidade visual: O figurino da Ada Wong foi um dos mais elogiados pelos fãs por ser quase idêntico ao que ela usa no jogo Resident Evil 4.

Resumindo: é um filme direto ao ponto. Ele sabe o que é e não tenta ser nada além de uma montanha-russa de efeitos visuais e combate. Se você quer desligar o cérebro por uma hora e meia e ver a Alice chutando bundas em escala global, esse é o seu filme.



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