Fala, pessoal. Se você curte ficção científica que te faz questionar a própria sanidade, provavelmente já ouviu falar de Multiverso Realidade Paralela (ou Multiverse, no título original). Eu assisti ao filme recentemente e resolvi organizar as informações principais para quem está pensando em dar o play.
Aqui não tem enrolação. Vou direto ao ponto sobre o que esperar dessa produção de 2019 que tenta dar um nó na nossa cabeça com física quântica e dilemas morais.
O que é Multiverso Realidade Paralela?
O filme foca em quatro estudantes universitários brilhantes que conseguem o que muita gente sonha: provar a existência de universos paralelos. O problema é que, como quase tudo na ficção científica, quando você abre uma porta que não deveria, as consequências são pesadas.
O diretor Seth Larney conduz a trama de um jeito bem direto. Não é aquele tipo de filme que tenta te emocionar com dramas familiares forçados; a pegada é mais cerebral. É sobre erro, culpa e a tentativa fria de consertar o que foi quebrado.
Ficha Técnica e Onde se Situa
Título Original: Multiverse (também conhecido como Entangled)
Data de Lançamento: 2019 (chegou aos streamings e mercados internacionais nos anos seguintes)
Diretor: Seth Larney
Nota IMDb: 5.1/10 (uma média que mostra que o filme divide opiniões, sendo mais apreciado por quem gosta de nichos específicos de ficção científica).
Elenco e Atuações
O elenco conta com rostos conhecidos de quem acompanha séries e filmes independentes. A química entre eles funciona bem para passar aquela vibe de "estudantes gênios mas um pouco arrogantes".
Paloma Kwiatkowski (Loretta)
Munro Chambers (Federico)
Robert Naylor (Danny)
Sandra Mae Frank (Amy)
A atuação da Sandra Mae Frank merece um destaque. Como o filme lida com versões diferentes dos mesmos personagens, observar as nuances que os atores trazem para cada "variante" é um dos pontos altos. A narrativa flui sem precisar de grandes explosões, focando mais nos diálogos e nas reações deles ao absurdo.
Trilha Sonora e Locações de Filmagem
A parte técnica do filme é bem sóbria. A trilha sonora, composta por Hamish Michael, ajuda a manter aquele clima de tensão constante, sem ser barulhenta demais. É o tipo de som que fica no fundo, criando uma atmosfera de desconforto.
Sobre as locações, o filme foi rodado em grande parte no Canadá, especificamente em áreas de Sudbury, Ontário. O visual é mais contido, focado em laboratórios e ambientes fechados, o que aumenta a sensação de claustrofobia e isolamento que a trama pede.
Premiações: Por ser uma produção menor e independente, o filme circulou mais em festivais de gênero, como o L'Etrange Festival em Paris, focando em conquistar o público cativo do sci-fi antes de chegar ao grande público.
Curiosidades que você precisa saber
Antes de assistir, separei alguns pontos que achei interessantes e que ajudam a entender a proposta da obra:
Conceito Real: O filme se baseia levemente em teorias reais da física quântica, como o emaranhamento (entanglement), que era o título original do projeto.
Linguagem de Sinais: A inclusão de uma personagem surda e o uso da língua de sinais não é apenas para diversidade; é integrado à trama de forma inteligente.
Baixo Orçamento, Ideias Grandes: É um exemplo de como fazer ficção científica sem precisar de bilhões de dólares em CGI, focando mais no roteiro e no conceito do multiverso.
Para quem gosta de filmes como Coherence ou Primer, este segue uma linha parecida, embora seja um pouco mais acessível em termos de entendimento.
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