Fala, tudo certo? Estava aqui revendo alguns clássicos recentes e decidi falar sobre Respect: A História de Aretha Franklin. Se você curte música, biografia ou só um bom drama, esse filme precisa estar no seu radar.
Vou te contar o que achei e passar os detalhes técnicos que importam, sem aquele papo de crítico de cinema metido a besta. Prepare o café e vamos nessa.
O que você precisa saber sobre Respect
O título original é apenas Respect, e o filme chegou aos cinemas em 2021. A direção ficou nas mãos de Liesl Tommy, que teve o desafio gigante de resumir décadas da vida da "Rainha do Soul" em pouco mais de duas horas.
O foco aqui não é a vida toda dela, mas sim o período que vai da infância difícil até a consagração máxima com a gravação do álbum gospel Amazing Grace. No IMDb, o filme sustenta uma nota 6.6/10 — o que eu acho justo, já que ele entrega o que promete sem tentar reinventar a roda.
O elenco que carrega o piano
Não tem como falar desse filme sem citar a Jennifer Hudson. Foi a própria Aretha quem escolheu a Jennifer para interpretá-la antes de morrer, e a escolha foi certeira. Ela não só atua bem, como canta tudo de verdade.
Além dela, o elenco é pesado:
Forest Whitaker: faz o pai da Aretha, um reverendo influente e bem rígido.
Marlon Wayans: interpreta Ted White, o primeiro marido e empresário (em um papel bem sério, longe das comédias dele).
Audra McDonald: faz a mãe da cantora.
A trilha sonora e onde as câmeras rodaram
Se o filme é sobre a Aretha Franklin, a música é o personagem principal. A trilha sonora é um absurdo de boa. Jennifer Hudson regravou clássicos como "Respect", "Think", "Natural Woman" e "I Never Loved a Man (The Way I Love You)". O ponto alto, para mim, é ver o processo de criação das músicas no estúdio; dá uma sensação legal de "mosca na parede" acompanhando a história.
Onde foi filmado?
Apesar de a história se passar muito em Detroit e Nova York, a maior parte das filmagens aconteceu em Atlanta, Geórgia. Eles conseguiram recriar bem o clima dos anos 50 e 60, usando locações que preservam aquela arquitetura mais clássica dos EUA.
Premiações e o reconhecimento da indústria
O filme não passou em branco nas temporadas de prêmios. Embora não tenha levado o Oscar, a Jennifer Hudson foi indicada e venceu como Melhor Atriz no SAG Awards (Screen Actors Guild) e também levou o prêmio de Melhor Atriz no Image Awards (NAACP). A crítica elogiou muito o figurino e a maquiagem, que são impecáveis e ajudam a entender a passagem do tempo na vida dela.
Três curiosidades para puxar assunto
Para você não sair daqui só com os dados básicos, separei três fatos curiosos sobre a produção:
Escolha Real: Como eu disse, a Aretha Franklin escolheu a Jennifer Hudson pessoalmente após vê-la na Broadway. Elas conversaram por anos sobre o projeto.
Voz ao Vivo: A Jennifer Hudson insistiu em cantar ao vivo em várias cenas de estúdio e igreja para manter a autenticidade, em vez de só dublar uma gravação feita meses antes.
Figurinos Históricos: Foram criados mais de 80 figurinos diferentes para a protagonista, muitos deles réplicas exatas de roupas que a Aretha usou em momentos icônicos da carreira.
Vale a pena assistir?
Se você quer entender como uma mulher conseguiu superar traumas pesados e o controle dos homens ao seu redor para se tornar a maior voz da sua geração, vale muito a pena. É um filme direto, sem firulas e visualmente bonito.
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