Fala, pessoal. Se você curte videogame, com certeza já passou umas boas horas dando tiro e saqueando tesouros em Pandora. Recentemente, a franquia deu o salto dos consoles para as telonas com o filme Borderlands, e eu decidi conferir se essa adaptação realmente faz jus ao caos que a gente ama no jogo.
Vou direto ao ponto: sem enrolação e sem spoilers, para você decidir se vale o play.
O que esperar da adaptação de Borderlands
O filme, que carrega o mesmo título original (Borderlands), tenta traduzir aquele visual cartunesco e frenético para o live-action. A trama gira em torno de Lilith, uma caçadora de recompensas com um passado misterioso que volta para o seu planeta natal, Pandora. O objetivo? Encontrar a filha desaparecida do cara mais poderoso (e perigoso) do universo, Atlas.
Para quem gosta de uma narrativa de "grupo improvável", o filme entrega isso. Ela acaba se juntando a uma equipe de desajustados que inclui o mercenário Roland, a pré-adolescente demolicionista Tiny Tina, o protetor Krieg, a cientista Tannis e, claro, o robô tagarela Claptrap.
Ficha Técnica e Lançamento
Data de Lançamento: 8 de agosto de 2024.
Direção: Eli Roth (conhecido por um estilo mais visceral, o que combina com o tom de Borderlands).
Nota IMDb: Atualmente, o filme sustenta uma nota em torno de 4.6/10 — um reflexo de que a recepção foi dividida entre críticos e fãs.
Elenco de peso e o som de Pandora
Se tem uma coisa que não dá para reclamar é do casting. Os caras escalaram nomes pesados de Hollywood para dar vida aos personagens icônicos da Gearbox.
Cate Blanchett como Lilith (entregando a postura de durona necessária).
Kevin Hart como Roland (em um papel um pouco mais sério do que o habitual).
Jack Black dando voz ao Claptrap (a escolha perfeita para a ironia do robô).
Jamie Lee Curtis como a Dra. Tannis.
Ariana Greenblatt como Tiny Tina.
Quanto à trilha sonora, ela tenta manter o clima de aventura espacial com um toque de rock e sintetizadores, composta por Steve Jablonsky. Ela embala bem as cenas de ação, embora não tenha aquele "hino" marcante que as intros dos jogos costumam ter.
As locações de filmagem foram concentradas principalmente na Hungria, nos palcos da Origo Studios em Budapeste. O trabalho de design de produção conseguiu recriar bem o aspecto árido e tecnológico-sucateado de Pandora sem precisar de um deserto real o tempo todo.
Curiosidades e bastidores da produção
Todo filme desse tamanho tem suas histórias de bastidores. No caso de Borderlands, o desenvolvimento foi uma maratona que durou anos.
Fidelidade Visual: O diretor Eli Roth insistiu em manter as cores vibrantes, fugindo daquele visual cinzento de muitos filmes de ficção científica atuais.
Reshoots: O filme passou por algumas refilmagens comandadas por Tim Miller (diretor de Deadpool), o que gerou muita conversa na época sobre qual seria o tom final da obra.
Premiações: Por ser um filme focado em entretenimento de massa e ação, ele ainda não figurou em grandes premiações de prestígio, focando mais no apelo popular e técnico de efeitos visuais.
Veredito: Vale a pena assistir?
Se você for assistir esperando uma obra-prima do cinema que vai mudar sua vida, talvez se decepcione. A nota no IMDb já dá o papo de que o roteiro sofreu algumas críticas pela simplicidade. No entanto, se você quer apenas ver o universo de Borderlands ganhando vida, com figurinos muito bem feitos e a interação ácida entre os personagens, é um passatempo honesto.
O filme funciona como uma porta de entrada. Ele não tenta reinventar a roda, mas entrega o que o fã de ação básica procura: explosões, piadas rápidas e um visual que remete diretamente às horas que passamos segurando o controle.
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