Falar de Até o Último Homem (Hacksaw Ridge) é falar de um tipo de heroísmo que a gente raramente vê no cinema de guerra. Geralmente, esses filmes focam na contagem de corpos, mas aqui o foco é em quem decidiu não tirar vida nenhuma. Sentei para rever o filme esses dias e a força da história real do Desmond Doss continua me impressionando.
A história por trás do soldado que não portava armas
O filme, lançado em 2016, conta a trajetória de Doss, um cara que foi para a Segunda Guerra Mundial como médico, mas se recusou a tocar em um fuzil por questões de consciência e fé. Ele queria servir ao país, mas sem quebrar seus princípios.
A direção ficou nas mãos de Mel Gibson, que a gente sabe que não economiza no realismo e na crueza das cenas de batalha. O longa tem uma nota sólida de 8.1 no IMDb, o que reflete bem o impacto que causou tanto no público quanto na crítica. É um filme de guerra que te deixa desconfortável pela violência, mas inspirado pela resiliência do protagonista.
O elenco que deu vida ao campo de batalha
Para esse papel, escalaram o Andrew Garfield, que entregou uma atuação impecável (e bem longe do que ele fez como Homem-Aranha). Ele conseguiu passar aquela mistura de fragilidade física com uma teimosia inabalável. No elenco, ainda temos nomes de peso como:
Vince Vaughn (que surpreende num papel mais sério como sargento);
Sam Worthington;
Hugo Weaving;
Teresa Palmer.
A produção não passou batida nas premiações. O filme levou dois Oscars (Melhor Mixagem de Som e Melhor Montagem), além de ter sido indicado em categorias principais como Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator.
Bastidores, trilha sonora e locações
Um ponto que me chamou a atenção foi a ambientação. Embora a história se passe em Okinawa, no Japão, as filmagens rolaram quase todas na Austrália, especificamente em Nova Gales do Sul. A trilha sonora, composta por Rupert Gregson-Williams, ajuda a ditar o ritmo: ela é grandiosa nos momentos de tensão, mas sabe ficar silenciosa quando o que importa é a tensão psicológica do soldado.
Muitas das cenas de explosão foram feitas com efeitos práticos, o que traz uma textura muito mais real para a tela. Você sente a poeira e o caos da Ridge (o tal penhasco que dá nome ao título original) de uma forma que o CGI dificilmente replicaria com a mesma fidelidade.
Curiosidades que tornam o filme ainda melhor
Se você gosta de saber o que rolou por trás das câmeras, tem alguns detalhes interessantes sobre a vida real de Desmond Doss que o filme até suavizou:
Herói de verdade: Doss foi o primeiro objetor de consciência a receber a Medalha de Honra do Exército dos EUA.
Modéstia no roteiro: Algumas proezas reais de Doss foram cortadas do roteiro porque Mel Gibson achou que o público não acreditaria, achando que era "coisa de cinema".
Preparação: Andrew Garfield passou meses estudando a vida de Doss e até treinou com médicos para entender como seria salvar alguém sob fogo cruzado.
No fim das contas, Até o Último Homem é um filme sobre convicção. Se você procura algo que misture ação visceral com uma história que te faz pensar sobre caráter, esse é o título certo para o próximo final de semana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário