Rambo III: Tudo o que você precisa saber sobre o filme explosivo de 1988
Se você, assim como eu, curte aquele cinema de ação raiz dos anos 80, onde o que importava era a explosão, a estratégia militar e a força bruta, precisamos conversar sobre Rambo III. Eu revi esse filme recentemente e, honestamente, ele entrega exatamente o que promete: testosterona e pólvora.
Diferente dos filmes de ação modernos cheios de CGI, aqui o negócio é prático. Sylvester Stallone estava no auge da forma física e a produção não economizou dinheiro. Vou te passar a visão geral, sem enrolação e sem sentimentalismo, do que faz esse filme ser lembrado até hoje.
A Ficha Técnica: Quem fez o Rambo III acontecer
Para começar, vamos aos fatos. O filme carrega o título original simples e direto: Rambo III. Ele chegou aos cinemas lá fora em 25 de maio de 1988 (aqui no Brasil chegou um pouco depois, mas marcou época nas locadoras e na TV aberta).
A direção ficou por conta de Peter MacDonald. Curiosamente, ele assumiu o posto depois que o diretor original saiu do projeto, e o cara mandou bem nas cenas de batalha. No elenco, além do próprio Sylvester Stallone vivendo o icônico John Rambo, temos a volta de Richard Crenna como o Coronel Trautman – a única figura paterna e amiga que o Rambo respeita. O vilão ficou a cargo de Marc de Jonge, e também temos Kurtwood Smith no elenco.
Quanto à recepção, o filme divide opiniões. A nota no IMDb gira em torno de 5.8, o que é justo. Não é um filme para a crítica "cult", é um filme para quem gosta do gênero guerra e ação desenfreada.
A trama: Missão de resgate no Afeganistão
O enredo é direto ao ponto. O filme começa com John Rambo tentando levar uma vida pacata na Tailândia, vivendo em um monastério e participando de lutas de bastão para ganhar uns trocados e doar aos monges. O cara só queria paz, mas a guerra sempre bate na porta dele.
O Coronel Trautman aparece pedindo ajuda para uma missão no Afeganistão, durante a invasão soviética. Rambo recusa de início. O problema é que o Trautman decide ir mesmo assim e acaba capturado pelos russos.
Quando Rambo descobre que seu mentor está sendo torturado por um comandante sádico, ele não pensa duas vezes. Ele larga a vida de monge, pega o arco e flecha (literalmente) e parte para o resgate. Sem dar spoiler, o que posso dizer é que o filme vira um jogo de gato e rato no deserto, onde um homem sozinho enfrenta um exército inteiro. É o clássico "um exército de um homem só".
Produção, Locações e Trilha Sonora
Uma coisa que me chamou a atenção revendo o filme foi a qualidade técnica para a época. A trilha sonora é assinada pelo lendário Jerry Goldsmith, que manteve aquele tema clássico e melancólico, mas deu um tom mais épico para as cenas de deserto. A música ajuda a construir a tensão antes de tudo ir pelos ares.
Sobre as locações de filmagem, o filme engana bem. A história se passa no Afeganistão, mas filmar lá era impossível na época. Então, a equipe rodou a maior parte das cenas em Israel (Tel Aviv e Eilat) e também no deserto do Arizona, nos Estados Unidos. O cenário árido é convicente e aumenta a sensação de isolamento do protagonista.
Também filmaram algumas partes na Tailândia, para as cenas iniciais do monastério. A fotografia aproveita bem esses ambientes abertos para mostrar o tamanho do poderio militar inimigo contra o Rambo.
Curiosidades de peso sobre Rambo III
Agora, se liga nessas curiosidades que mostram o tamanho dessa produção. Não foi um filme barato e nem simples de fazer:
O filme mais caro: Na época do lançamento, Rambo III foi considerado o filme mais caro já produzido até então, com um orçamento estimado em mais de 60 milhões de dólares. Gastaram muito em pirotecnia e veículos militares.
Recorde de violência: O filme entrou para o Guinness Book de 1990 como o filme mais violento já feito. Contaram mais de 221 atos de violência e mais de 108 mortes na tela. É tiro para todo lado.
Cavalo do Rambo: O Stallone realmente aprendeu a cavalgar bem para o filme. Tem uma cena famosa dele jogando contra um helicóptero que é pura loucura dos anos 80.
Dedicatória polêmica: Originalmente, o filme terminava com uma dedicação aos "bravos combatentes Mujahideen". Depois dos eventos de 11 de setembro e a mudança geopolítica, essa frase foi alterada em relançamentos para "ao bravo povo do Afeganistão".
Veredito: Vale a pena assistir hoje?
Se você quer um roteiro complexo e diálogos de Shakespeare, esqueça. Mas se você quer ver o auge do cinema de ação física, onde os dublês arriscavam o pescoço e as explosões eram reais, Rambo III é obrigatório. É entretenimento direto, honesto e que cumpre o papel de mostrar o herói americano clássico resolvendo tudo na força bruta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário