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29 dezembro 2025

Fim dos Dias

 

Fim dos Dias: O Confronto de Arnold Schwarzenegger com o Diabo na Virada do Milênio

Lembro de quando esse filme estreou. A virada do milênio estava chegando, e o medo do "bug do milênio" e de profecias apocalípticas estava no ar. Em 1999, Arnold Schwarzenegger saiu da zona de conforto do "herói de ação" puro para encarar algo bem mais sombrio em Fim dos Dias.

O título original, End of Days, já entrega a pegada. É um filme que mistura ação com terror sobrenatural e te faz pensar um pouco sobre fé e destino, mesmo com o ritmo alucinante das cenas. Se você curte um bom suspense com um toque religioso, mas com muita porradaria e tiroteio, vale a pena conferir.

O Início: Um Ex-Policial Cansado e o Clima de Nova York

A história me pegou logo no começo. Eu, no papel do ex-policial de elite Jericho Cane, estou em Nova York, nos últimos dias de 1999. Não sou o herói invencível de antes. Sou um cara quebrado pela vida, trabalhando como segurança particular e carregando o peso de uma tragédia pessoal. Arnold Schwarzenegger consegue transmitir essa amargura, o que é um ponto diferente na carreira dele.

O diretor Peter Hyams (também responsável pela fotografia) criou uma atmosfera bem pesada e urbana, capturando a tensão da metrópole às vésperas de um ano que todos temiam. As locações de filmagem focaram bastante em Los Angeles e, claro, em Nova York para dar autenticidade às cenas de rua.

O meu trabalho vira de cabeça para baixo quando um cliente — um banqueiro de Wall Street — sofre um ataque bizarro. No meio da investigação, com a ajuda do meu parceiro, a gente descobre uma conspiração que envolve forças muito maiores do que eu esperava: o próprio Diabo (interpretado de forma elegante e assustadora por Gabriel Byrne) está na Terra e precisa encontrar uma mulher, Christine York (Robin Tunney), antes da meia-noite do dia 31 de dezembro.

O Meio: A Caçada e a Trilha Sonora de Peso

Minha missão, agora, é proteger essa mulher a todo custo. E o relógio está correndo. Não é só mais um trabalho de segurança; é uma corrida contra o tempo para impedir o Apocalipse. O legal é ver como a trama se desenrola rápido. De um lado, eu tenho que lidar com uma seita que segue o Diabo; do outro, tenho que proteger Christine de ser o receptáculo do Anticristo.

O elenco de apoio tem nomes de peso, como Kevin Pollak (meu parceiro) e Udo Kier. A dinâmica entre meu personagem, cético e traumatizado, e as forças do mal é o que move a ação. O Gabriel Byrne rouba a cena. Ele faz o Diabo de um jeito sutilmente ameaçador, menos caricato e mais manipulador.

A Trilha Sonora desse filme é um capítulo à parte e reflete bem o clima sombrio do final dos anos 90. Ela foi composta por John Debney, mas o que realmente marca são as faixas de rock industrial e metal alternativo. O destaque absoluto é a música "Oh My God" do Guns N' Roses, a primeira música da "nova formação" da banda na época. Isso, somado ao som pesado de outras bandas, dá um gás extra para as cenas de ação e perseguição.

Curiosidades e a Recepção do Público

O filme teve sua estreia nos cinemas em 24 de novembro de 1999. Embora a crítica não tenha sido super favorável (a nota no IMDb está em torno de 5.8), o público abraçou a proposta. O orçamento foi alto, cerca de 100 milhões de dólares, e o filme conseguiu arrecadar mais de 212 milhões de dólares no mundo todo.

  • Roteiro Quase Diferente: Originalmente, o papel de Jericho Cane foi escrito pensando em Tom Cruise. Ele recusou, e a Universal escalou o Arnold, o que mudou o tom do filme, misturando mais elementos de ação e terror.

  • Final Alterado: A Universal não gostava da ideia de um final mais sombrio, mas a resposta do público em exibições-teste foi decisiva. O final que ficou foi o mais dramático e tenso.

  • Diabo Duplo: No mesmo ano de 1999, Gabriel Byrne não só interpretou o Diabo em Fim dos Dias, como também fez um papel ligado ao sobrenatural (um padre) no filme Stigmata.

Conclusão: Um Suspense Apocalíptico no Limite

Fim dos Dias é, no final das contas, um suspense de ação com um toque de terror que aproveitou muito bem o clima de histeria e expectativa da virada do ano 2000. Eu, como Jericho Cane, tive que encarar meus próprios demônios e o literal Diabo para salvar a vida de uma garota e, sem querer, o destino do mundo. É uma jornada intensa, com muita tensão e sequências de ação bem dirigidas.

O filme não te dá tempo para respirar, jogando o protagonista de um lado para o outro de Nova York. Se você está procurando um filme com a cara dos anos 90, com um Arnold mais dramático (e ainda distribuindo tiros), e um vilão que é a maldade em pessoa, este é o caminho.



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