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21 fevereiro 2026

Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City

 

Se você é fã de videogame, sabe que adaptar Resident Evil para o cinema sempre foi um terreno complicado. Depois de anos de filmes de ação frenética que pouco tinham a ver com o material original, em 2021 chegou Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City. Eu assisti querendo ver aquela atmosfera sombria dos primeiros jogos, e o diretor Johannes Roberts realmente tentou resgatar essa raiz do terror de sobrevivência.

O filme, cujo título original é Resident Evil: Welcome to Raccoon City, foi lançado no Brasil em 2 de dezembro de 2021. A proposta aqui é clara: esquecer o que foi feito antes e focar no que aconteceu na Mansão Spencer e no Departamento de Polícia de Raccoon City.

O que esperar dessa nova adaptação

Diferente das versões anteriores, aqui a gente vê uma tentativa de misturar os dois primeiros jogos em uma única história. A trama se passa em 1998, o que já garante um clima nostálgico legal. No elenco, temos nomes conhecidos: Kaya Scodelario faz a Claire Redfield e Robbie Amell interpreta o Chris.

Também aparecem figuras icônicas como Jill Valentine (Hannah John-Kamen), Leon S. Kennedy (Avan Jogia) e o vilão Albert Wesker (Tom Hopper). O diretor, que também assina o roteiro, deixou claro que a intenção era fazer um filme de terror, e não apenas um "tiro, porrada e bomba". A nota no IMDb reflete bem a divisão de opiniões: está na casa dos 5.2, o que mostra que o filme agradou mais aos puristas do que ao grande público.

A ambientação e o som do caos

Uma coisa que me chamou a atenção foi o cuidado com os cenários. As locações de filmagem foram em Sudbury, no Canadá. O clima frio e cinzento daquela região ajudou muito a criar a sensação de uma cidade decadente e moribunda. Para quem jogou, entrar na delegacia de Raccoon City através da tela do cinema dá um certo arrepio de familiaridade.

A trilha sonora, composta por Mark Korven, segue a mesma linha. Ele é o mesmo cara que fez a música de A Bruxa, então você pode esperar sons bem desconfortáveis e atmosféricos, bem longe daquelas batidas eletrônicas dos filmes antigos. Sobre premiações, o longa não chegou a levar grandes estatuetas, mas teve algumas indicações em festivais focados em filmes de gênero e efeitos visuais.

Curiosidades que você precisa saber

Se você gosta de caçar detalhes, esse filme é um prato cheio. Aqui estão alguns pontos que achei interessantes:

  • Fidelidade visual: Muitos cenários foram recriados usando as plantas originais que a Capcom forneceu para a produção.

  • Easter eggs: Existem referências espalhadas em quase todas as cenas, desde o clássico sanduíche da Jill até o diário do guarda na mansão.

  • Aparência dos monstros: Os zumbis e as criaturas, como o Licker, foram desenhados para parecerem mais próximos dos conceitos artísticos dos jogos de PlayStation 1 e 2.

  • O clima noventista: O uso de tecnologias da época, como pagers e computadores antigos, ajuda a manter a imersão no ano de 1998.

Vale a pena dar o play?

No fim das contas, Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City é um filme para quem quer ver os personagens que ama em uma situação de perigo real. Ele não tenta ser maior do que é, foca no terror claustrofóbico e entrega um fan service honesto. Se você busca uma experiência que respeite a cronologia e a estética da Capcom, é uma escolha sólida para o fim de semana.

O ritmo é direto, sem enrolação, e serve como uma boa porta de entrada para quem quer conhecer o universo sem precisar jogar dezenas de horas. É um filme de fã para fã, feito com um orçamento mais modesto, mas com bastante coração no lugar certo.



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