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18 fevereiro 2026

Rogue, o Assassino

 

Se você curte um bom filme de porrada daquela safra de ouro dos anos 2000, com certeza já topou com Rogue, o Assassino enquanto zapeava pelo streaming ou pela TV a cabo. Eu assisti a esse filme recentemente e, olha, ele entrega exatamente o que promete: um clima tenso de submundo do crime e dois caras que sabem bater como poucos no cinema.

Vou te contar por que esse duelo entre Jason Statham e Jet Li ainda rende uma boa conversa de bar e o que faz dele um prato cheio para quem gosta de ação direta, sem frescura.

O jogo de gato e rato entre Statham e Li

Lançado originalmente em 24 de agosto de 2007, o filme chegou com o título de War lá fora, mas aqui no Brasil o batismo de Rogue, o Assassino acabou pegando mais. A trama é conduzida pelo diretor Philip G. Atwell, que tem muita bagagem em clipes musicais, o que explica o ritmo acelerado e os cortes secos das cenas.

A história coloca frente a frente dois monstros: Jason Statham, interpretando o agente do FBI Jack Crawford, e Jet Li, no papel do misterioso assassino Rogue. A motivação é aquele clássico que nunca falha: vingança. Crawford quer pegar Rogue a qualquer custo depois que o assassino matou seu parceiro. O legal aqui é que o roteiro não tenta ser poético; ele é bruto, seco e foca no que interessa: a caçada humana.

Bastidores, trilha sonora e a nota no IMDb

Se você é do tipo que olha os números antes de dar o play, o filme sustenta uma nota 6.2 no IMDb. Para um filme de ação desse gênero, é uma nota honesta. Ele não ganhou grandes premiações de Melhor Filme, mas foi indicado ao World Stunt Awards, o que já diz muito sobre a qualidade das coreografias de luta.

A trilha sonora é assinada por Brian Tyler, um cara que entende de adrenalina (ele fez vários da franquia Velozes e Furiosos). O som mistura batidas eletrônicas com orquestra, mantendo aquela tensão constante enquanto os triads e a yakuza se quebram na tela. No elenco, além da dupla principal, temos nomes como John Lone e Devon Aoki, que ajudam a compor o clima de guerra de gangues.

Locações e curiosidades que você talvez não saiba

Embora a história se passe em San Francisco, as locações de filmagem foram quase todas em Vancouver, no Canadá. É o clássico truque de Hollywood para baixar custos, mas a ambientação ficou muito boa, com aquele ar cinzento e urbano que combina com a narrativa.

Aqui vão algumas curiosidades interessantes sobre a produção:

  • Reencontro: Este não foi o primeiro filme da dupla. Eles já tinham trabalhado juntos em O Confronto (2001) e voltariam a se encontrar na franquia Os Mercenários.

  • Dublês: Jet Li, já veterano, fez a maioria das suas sequências de luta, exigindo que a câmera fosse rápida para acompanhar seus movimentos.

  • Título Alternativo: Em alguns países asiáticos e na Austrália, o filme foi lançado como Rogue Assassin para evitar confusão com outros filmes chamados War.

Por que vale a pena assistir Rogue hoje?

O filme é um retrato fiel de uma época onde a ação era física e os protagonistas tinham poucas palavras e muita atitude. Não espere diálogos existenciais ou grandes dramas emocionantes; a narrativa é masculina, direta e foca na estratégia de Crawford para cercar um fantasma que sempre parece estar um passo à frente.

O final tem uma reviravolta que eu não vou contar para não estragar a sua experiência, mas garanto que faz você repensar várias cenas anteriores. É o tipo de filme ideal para uma noite de folga quando você só quer ver a justiça sendo feita — ou pelo menos tentada — com muita pólvora e artes marciais.



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