Se você está procurando algo para assistir no fim de semana e não quer perder tempo com roteiros furados, talvez já tenha esbarrado em O Jogo de Amor e Ódio (The Hating Game). Eu assisti recentemente e vou direto ao ponto: o filme entrega exatamente o que promete, sem enrolação.
Do que se trata a história (sem spoilers)
A trama é baseada no livro da Sally Thorne e foca na Lucy Hutton (Lucy Hale) e no Joshua Templeman (Austin Stowell). Eles trabalham em uma editora e se odeiam. Mas não é aquele ódio de "não gosto da sua cara", é uma rivalidade profissional agressiva. Eles dividem a mesma sala e passam o dia tentando superar um ao outro.
As coisas apertam quando surge uma vaga de promoção para o cargo de diretor executivo. Quem ganhar, vira o chefe do outro. O filme foca nesse cabo de guerra. É uma narrativa de "rivais para amantes" que funciona porque a química entre os dois atores é convincente, sem precisar apelar para sentimentalismo barato.
Ficha técnica e o que esperar da produção
O filme foi lançado em 10 de dezembro de 2021 e tem a direção do Peter Hutchings. Se você liga para números, a nota no IMDb está em 6.2, o que é uma média honesta para o gênero. Não é um concorrente ao Oscar — inclusive, não levou grandes premiações —, mas cumpre o papel de entretenimento de qualidade.
Aqui estão os pontos principais da produção:
Título Original: The Hating Game
Protagonistas: Lucy Hale e Austin Stowell
Direção: Peter Hutchings
Gênero: Comédia Romântica / Drama
O Austin Stowell traz um tom mais contido e sério para o Joshua, o que equilibra bem com a energia mais frenética da Lucy Hale. É um filme visualmente limpo, com um ritmo que não te faz querer checar o celular a cada cinco minutos.
Trilha sonora e onde o filme se passa
Um detalhe que me chamou a atenção foi a ambientação. Grande parte do filme acontece dentro do escritório, o que dá uma sensação de confinamento que alimenta a tensão entre os personagens. As locações de filmagem foram em Nova York, principalmente em Albany e na própria cidade de Nova York.
A trilha sonora também é bem montada, ajudando a ditar o ritmo das cenas de confronto. Tem músicas de artistas como Jeremy Zucker, Chelsea Cutler e Astrid S. É aquele tipo de som moderno que combina com o ambiente corporativo de uma editora de livros. Não é invasiva, ela entra nos momentos certos para pontuar o que os personagens não estão dizendo.
Curiosidades e bastidores que você não sabia
Para quem gosta de saber o que rola por trás das câmeras, aqui vão alguns fatos interessantes sobre O Jogo de Amor e Ódio:
Escolha do elenco: Inicialmente, os fãs do livro pediam muito por Robbie Amell para o papel de Joshua, mas Austin Stowell acabou ficando com a vaga e, sinceramente, entregou uma ótima performance.
Fidelidade ao livro: O filme consegue ser bem fiel aos diálogos principais da obra original, o que é raro hoje em dia.
Altura: Existe uma diferença de altura considerável entre os protagonistas (Lucy Hale é bem baixa perto do Stowell), e a direção usa isso para enfatizar a dinâmica de poder entre eles em várias cenas.
No fim das contas, é um filme direto. Se você gosta de histórias onde a tensão entre os personagens é o motor principal, vale o play. É um roteiro enxuto, com boas atuações e que não tenta ser mais do que realmente é.
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