Se você curte um bom filme de ação que foge daquela pegada fantasiosa de heróis invencíveis, A Supremacia Bourne é parada obrigatória. Lançado em 2004, o filme não só deu sequência ao que vimos em A Identidade Bourne, como elevou o nível do gênero de espionagem para algo muito mais cru e realista.
Sou fã da franquia e vou te contar por que esse segundo capítulo é, para muitos, o melhor da trilogia original.
Ficha Técnica e O Retorno de Jason Bourne
O título original é The Bourne Supremacy. No comando, temos o diretor Paul Greengrass, que trouxe uma estética de "câmera na mão" que virou marca registrada da série. Ele trocou o visual limpo de Hollywood por uma sensação de documentário de guerra, o que te joga para dentro da perseguição.
No elenco, Matt Damon volta como o protagonista, consolidando-se como um dos maiores brucutus intelectuais do cinema. Ao lado dele, temos nomes de peso como:
Joan Allen (Pamela Landy)
Brian Cox (Ward Abbott)
Julia Stiles (Nicky Parsons)
Karl Urban (Kirill)
No IMDb, o filme ostenta uma nota 7.7, o que é excelente para uma sequência de ação. Em termos de premiações, o longa levou o ASCAP Award de melhor trilha sonora e o Empire Award de Melhor Filme e Melhor Ator (Damon).
Tensão Absurda e Locações Internacionais
A história começa algum tempo depois do primeiro filme. Bourne está tentando viver uma vida tranquila na Índia, mas, como era de se esperar, o passado bate à porta de um jeito nada gentil. O que eu mais gosto aqui é o ritmo. Não tem gordura; o filme é direto ao ponto.
As locações de filmagem são um show à parte e ajudam a dar o tom frio da trama. A equipe passou por:
Goa, Índia: O refúgio tropical que dura pouco.
Berlim, Alemanha: Onde a maior parte da investigação e ação acontece.
Moscou, Rússia: Palco de uma das perseguições de carro mais insanas da história.
Nápoles, Itália: Outro ponto de conexão na Europa.
A trilha sonora de John Powell é um elemento narrativo por si só. A música acelera junto com os batimentos do espectador e, claro, termina com a icônica "Extreme Ways" do Moby, que já virou o hino oficial do agente.
Por que esse filme mudou o gênero de ação?
Diferente de outros espiões que usam gadgets tecnológicos e fumam charutos, Bourne usa o que tem à mão. Se precisar lutar usando uma revista enrolada ou um torradeira, ele vai usar. É um combate eficiente, rápido e visceral.
Greengrass introduziu um estilo de montagem frenética que muitos tentaram copiar depois (inclusive a franquia 007), mas poucos conseguiram o mesmo impacto. É um filme sobre consequências. Bourne não quer ser um herói; ele quer apenas entender quem ele é e fazer com que o deixem em paz. Mas, quando o cutucam, o contra-ataque é cirúrgico.
Curiosidades que você (provavelmente) não sabia
Para fechar esse papo, separei alguns fatos interessantes sobre os bastidores:
Realismo nas batidas: Na perseguição final em Moscou, foram destruídos mais de 20 carros. O coordenador de dublês queria que cada impacto parecesse real, e foi.
Matt Damon nocauteador: Durante os ensaios de uma cena de luta, Damon acabou acertando um dublê de verdade e o nocauteou. Ele se sentiu péssimo, mas o diretor adorou a intensidade.
Treinamento pesado: Damon treinou boxe e artes marciais filipinas (Kali) por meses para que os movimentos de Bourne fossem automáticos.
Câmera nervosa: Paul Greengrass insistia que a câmera nunca ficasse parada no tripé, para passar a sensação de que o espectador é um espião observando a cena de longe.
A Supremacia Bourne é aquele tipo de filme que você assiste hoje e ele continua atual. É seco, inteligente e não subestima a inteligência de quem está assistindo.
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