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18 fevereiro 2026

O Pacto

 

Se você está cansado de filmes de guerra que parecem apenas propaganda militar ou explosões sem alma, precisa parar um pouco e entender o que Guy Ritchie fez em O Pacto (2023). Eu assisti esperando o estilo frenético de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, mas o que encontrei foi algo muito mais maduro, seco e direto ao ponto.

Aqui não tem firula. É uma história sobre dívida, sobrevivência e o que significa cumprir uma promessa quando o mundo inteiro está tentando te impedir.

Do que se trata Guy Ritchie’s The Covenant?

O título original, Guy Ritchie's The Covenant, já entrega quem dá as cartas na direção. Lançado em 21 de abril de 2023, o filme nos joga no auge da guerra no Afeganistão. A trama foca no sargento John Kinley e em seu intérprete local, Ahmed.

Diferente de outros filmes do gênero, a narrativa aqui é dividida em dois atos muito claros. No primeiro, vemos a tensão da missão; no segundo, as consequências psicológicas e morais de quem ficou para trás. O roteiro, assinado por Ritchie junto com Ivan Atkinson e Marn Davies, não perde tempo com diálogos melosos. O foco é a ação e a honra prática.

Informações Técnicas:

  • Diretor: Guy Ritchie.

  • Atores Principais: Jake Gyllenhaal (John Kinley) e Dar Salim (Ahmed).

  • Nota IMDb: 7.5/10 (uma das maiores do diretor recentemente).

  • Premiações: Embora não tenha sido um "papa-Oscars", foi aclamado pela crítica pela precisão técnica e atuações, recebendo indicações em festivais de gênero e premiações de som.

O elenco e o peso da atuação

O Jake Gyllenhaal entrega o que a gente já espera dele: uma atuação sólida, de um cara que está no limite do cansaço físico e mental. Mas quem realmente rouba a cena é o Dar Salim. O ator dinamarquês interpreta Ahmed com uma contenção impressionante. Ele não precisa de grandes discursos para mostrar que é o cara mais inteligente e resiliente da sala.

No elenco de apoio, ainda temos nomes como Antony Starr (o Capitão Pátria de The Boys), que aparece pouco, mas deixa sua marca em uma versão bem diferente do que estamos acostumados a ver na TV.

Bastidores: Onde o filme ganha vida

Muita gente acha que o filme foi rodado no Oriente Médio pela fidelidade visual, mas as locações de filmagem foram quase todas na Espanha, especificamente em Alicante e Zaragoza. A geografia espanhola serviu perfeitamente para simular as passagens áridas e montanhosas do Afeganistão.

A trilha sonora de Christopher Benstead é outro ponto alto. Ela não é invasiva; ela cria uma pulsação constante que aumenta a ansiedade nas cenas de fuga. E um detalhe interessante: o filme abre com o clássico "A Horse With No Name", do grupo America, que estabelece o tom de isolamento logo de cara.

Curiosidades que você precisa saber

Se você gosta de saber o que rola por trás das câmeras, separei alguns pontos que mostram por que este filme é diferente:

  1. Mudança de Título: O filme inicialmente se chamaria The Interpreter (O Intérprete), mas Ritchie mudou para The Covenant para reforçar a ideia de um pacto sagrado entre dois homens.

  2. Fatos Reais? Embora pareça muito real e trate de um tema atual (os intérpretes esquecidos após a retirada das tropas), a história de Kinley e Ahmed é fictícia, baseada em diversos relatos reais de soldados.

  3. Ritchie Maduro: Este é considerado o filme "menos Guy Ritchie" da carreira dele, por evitar as edições de videoclipe e focar em um drama humano cru.

Vale a pena assistir?

Sem dúvida. É um filme de "homem comum" fazendo o que é certo, sem super-poderes ou patriotismo exagerado. Se você busca uma narrativa fluida, com começo, meio e um fim extremamente satisfatório, dê o play.



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