"O Profissional" (Léon): Um Clássico Brutalmente Elegante Que Me Pegou
Sabe aquele filme que, de tempos em tempos, você se pega pensando nele? Para mim, um desses é "O Profissional". Não sou de me emocionar fácil, mas a história de um assassino de aluguel e a garota que ele, de forma inesperada, acolhe, tem uma pegada que transcende o clichê. É um filme sobre sobrevivência, escolhas difíceis e, acima de tudo, a humanidade que insiste em florescer nos lugares mais sombrios.
Eu lembro quando vi a primeira vez. A gente tinha alugado a fita, e o impacto daquela Nova York suja e perigosa, contrastando com a precisão fria do personagem principal, foi imediato. Se você gosta de um bom suspense com ação e personagens densos, esse aqui é obrigatório.
Lançamento, Direção e Elenco de Peso
Vamos aos fatos, direto ao ponto. O filme chegou nas telas brasileiras (e no mundo) em 1994. O título original é Léon, ou Léon: The Professional, como ficou conhecido em alguns mercados. O cara por trás das câmeras, o diretor, é o mestre francês Luc Besson. Besson tem um estilo único, e você consegue sentir a mão dele em cada enquadramento.
O elenco é um show à parte e é o que realmente carrega a trama.
Jean Reno como Léon, o "limpador". Sua performance é econômica, mas incrivelmente expressiva. Ele transformou um matador em um personagem que, de certa forma, você torce por ele.
Natalie Portman, em sua estreia no cinema, como Mathilda. Ela tinha 12 anos e entregou uma atuação madura e marcante, roubando a cena em vários momentos.
Gary Oldman como Stansfield, o vilão. O cara é um show de horrores e carisma. Uma das melhores atuações de vilão que eu já vi – completamente insano e viciante.
A crítica concordou que o filme é foda. No IMDb, ele sustenta uma nota alta, batendo impressionantes 8.5/10. Isso não é para qualquer um e mostra a relevância duradoura desse clássico.
Trilha Sonora, Locações e a Atmosfera de Nova York
Uma coisa que sempre me pega em filmes é a ambientação, e "O Profissional" acerta em cheio. O filme é quase todo rodado em Nova York, e as locações refletem bem o clima tenso e o submundo da cidade que nunca dorme. A gente vê a ação nas ruas, nos becos e nos apartamentos apertados, construindo um cenário perfeito para a história.
E para quem ama cinema, sabe que a trilha sonora é 50% da experiência. A música foi composta por Éric Serra, outro colaborador de Luc Besson. A trilha tem um tom melancólico e tenso, misturando elementos eletrônicos e orquestrais que grudam na sua mente. A música que fecha o filme, "Shape of My Heart", do Sting, é icônica e virou sinônimo do longa. A letra, a melodia, tudo se encaixa perfeitamente no final. É um toque de classe que encerra a porrada do filme com uma elegância sombria.
Curiosidades: Por Trás das Câmeras de um Cult
É claro que um filme com essa história tem que ter uns bastidores interessantes. Duas curiosidades que eu sempre comento:
A Origem do Personagem: O personagem Léon já havia aparecido, de forma bem diferente, em outro filme de Luc Besson: Nikita: Criada para Matar (1990). Besson se apegou ao conceito do "limpador" e decidiu dar a ele uma história solo, mais densa.
O Leite e a Planta: Dois elementos visuais que viraram marcas registradas de Léon são o leite que ele bebe compulsivamente e a planta de vaso que ele carrega para todo lado. São detalhes simples, mas que dizem muito sobre a inocência e o cuidado que ele tenta manter na vida de matador. Não vou estragar a experiência, mas a relação de Léon com o vaso de planta é um dos pontos mais tocantes, no melhor sentido da palavra.
"O Profissional" é um filme que entrega. Tem ação de primeira, personagens que te fazem pensar e uma direção afiada. Se você ainda não viu, ou faz tempo que não assiste, vale a pena a revisitada. É um daqueles casos em que o filme, mesmo sendo violento, tem uma alma.

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