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22 março 2026

Desejo de Matar 4: Operação Crack

 

Se você curte um bom filme de ação das antigas, com aquela pegada de justiça feita com as próprias mãos, senta aí que hoje o papo é sobre um clássico do "brucutu" consciente. Vamos falar de Desejo de Matar 4: Operação Crack (Death Wish 4: The Crackdown), um filme que traz o lendário Charles Bronson de volta ao papel que definiu sua carreira.

Lançado em 1987, esse longa é um mergulho profundo na estética dos anos 80: neon, vilões caricatos e muita pólvora. No IMDb, ele sustenta uma nota 5.4, o que, para os íntimos do gênero, não diz muito sobre a diversão que ele entrega. É aquele tipo de obra que a gente assiste sabendo exatamente o que vai encontrar.

Qual é a história por trás de Desejo de Matar 4?

Desta vez, Paul Kersey (Bronson) tenta levar uma vida sossegada em Los Angeles como arquiteto. Ele está namorando uma jornalista e parece ter deixado o passado de vigilante para trás. Tudo muda quando a filha da sua namorada morre de overdose.

Diferente dos filmes anteriores, onde ele saía apenas caçando bandidos de rua, aqui ele é contratado por um bilionário misterioso para desmantelar dois cartéis de drogas rivais. O diretor J. Lee Thompson (que já tinha trabalhado com Bronson em outras ocasiões) conduz a trama de um jeito que Kersey vira quase um estrategista, colocando um grupo contra o outro. No elenco, além de Bronson, temos Kay Lenz e John P. Ryan.

Onde o filme foi gravado e qual a atmosfera da obra?

A locação principal foi a cidade de Los Angeles. Diferente do clima sujo e claustrofóbico de Nova York dos primeiros filmes, aqui temos as ruas largas da Califórnia, mansões e armazéns industriais.

A atmosfera é pura década de 80. A narrativa é fluída porque não tenta ser um drama existencial; o foco é a missão. Kersey usa de tudo: de rifles de precisão a bombas caseiras escondidas em caixas de vinho. É o tipo de filme que você assiste com um café do lado, apreciando a eficiência de um protagonista que não perde tempo com diálogos desnecessários.

Quais são as principais curiosidades de Desejo de Matar 4?

Uma coisa que muita gente não sabe é que este foi o primeiro filme da franquia que não foi produzido pela Paramount Pictures, mas sim pela famosa Cannon Films, a casa dos filmes de ação "B" daquela época. Isso explica o aumento na escala das explosões e a abordagem um pouco mais exagerada.

Outro ponto interessante: Charles Bronson já estava na casa dos 65 anos durante as filmagens. Mesmo assim, o cara mantinha uma presença de tela impressionante. Ele não precisava correr uma maratona; um olhar semicerrado e o dedo no gatilho já resolviam qualquer cena. Além disso, o filme apresenta algumas das mortes mais criativas da saga, mantendo o nível de entretenimento lá no alto para quem gosta de ação direta.

Vale a pena assistir ao filme hoje em dia?

Sendo bem direto na minha crítica: vale sim, mas com a mentalidade certa. Se você busca uma obra-prima do cinema com roteiro complexo, vai se decepcionar. Mas, se você quer ver um ícone do cinema de ação fazendo o que faz de melhor, é um prato cheio.

O filme tem um ritmo honesto. Ele entrega o que promete: vingança, tiroteios e um senso de justiça muito particular. O viés é prático. Kersey é um homem de poucas palavras que resolve problemas que o sistema não consegue resolver. É um exemplar clássico de uma era onde o herói era um homem comum levado ao limite, e Bronson faz isso como ninguém.



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