Fiquei sabendo que você está de olho em 28 Years Later (ou 28 Anos Depois, como ficou por aqui) e resolvi trocar uma ideia sobre o que achei dessa retomada. Para quem, como eu, viu o clássico de 2002 e sentiu que o gênero de zumbi precisava de um fôlego novo, esse filme chegou em boa hora.
Não espere um drama meloso. O tom aqui é seco, direto e focado na sobrevivência, bem no estilo que o Danny Boyle gosta de imprimir. Senta aí, pega um café e vamos ao que interessa sobre essa produção que já nasceu com cara de cult.
O retorno ao apocalipse britânico
O título original é mesmo 28 Years Later. A história se passa, obviamente, quase três décadas após o surto inicial do "Vírus da Raiva". O que mais me chamou a atenção foi como o roteiro do Alex Garland consegue mostrar um mundo que não está apenas "acabado", mas que se adaptou a uma nova e brutal realidade.
A estreia aconteceu em 20 de junho de 2025, e a expectativa era gigante, já que o Cillian Murphy finalmente voltou para esse universo. Ele não está sozinho: o elenco conta com nomes de peso como Aaron Taylor-Johnson, Jodie Comer e o veterano Ralph Fiennes. A atuação é contida, sem exageros, o que ajuda a manter aquele clima de tensão constante que a gente espera de um filme de terror pós-apocalíptico.
Direção, elenco e aquela trilha sonora marcante
Ver o Danny Boyle de volta à cadeira de diretor para essa franquia faz toda a diferença. Ele tem um jeito de filmar que deixa a gente desconfortável, mas sem conseguir tirar o olho da tela. E por falar em imersão, a trilha sonora é um capítulo à parte.
Se você lembra daquela música crescente e angustiante do primeiro filme, pode comemorar. O compositor John Murphy está de volta, trazendo variações daquele tema clássico que faz o coração acelerar só de ouvir os primeiros acordes. É o tipo de som que preenche o silêncio das cenas de perseguição de um jeito que poucos filmes conseguem fazer hoje em dia.
No IMDb, o filme estabilizou com uma nota sólida de 7.8/10. É uma pontuação alta para o gênero, o que mostra que a crítica e o público concordaram que a espera valeu a pena.
Curiosidades e os bastidores das filmagens
Uma das coisas mais legais que descobri sobre a produção envolve a tecnologia usada. Acredite ou não, grande parte de 28 Years Later foi filmada usando iPhones 15 Pro Max modificados. Isso foi uma escolha consciente para manter a estética crua e digital que o primeiro filme tinha (que, na época, foi gravado em câmeras Canon XL-1 bem simples).
As locações de filmagem ajudam muito nessa estética. Eles rodaram boa parte do filme em Northumberland, no norte da Inglaterra. Lugares como a Holy Island e o Castelo de Bamburgh dão um ar isolado e antigo que combina perfeitamente com a narrativa de um mundo que parou no tempo.
Sobre premiações, o filme já começou a aparecer em listas de categorias técnicas, principalmente por Edição e Som, além de algumas indicações em festivais especializados em cinema de gênero e terror britânico.
O veredito: vale o seu tempo?
Sem dar spoilers, o que posso dizer é que o filme fecha um ciclo e, ao mesmo tempo, abre as portas para uma nova trilogia que já está sendo planejada. Ele não tenta reinventar a roda, mas faz o básico com uma maestria que a gente não via no cinema de zumbi há anos.
Se você gosta de uma narrativa mais "pé no chão", com foco na geografia do caos e em como as pessoas se organizam (ou se destroem) após tanto tempo de isolamento, esse filme é obrigatório. É cinema de gente grande, sem as fórmulas batidas de Hollywood.
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