Se você está procurando um soco no estômago sobre o que significa "ser homem" hoje em dia, o filme Big Boys Don't Cry (no Brasil, muitas vezes traduzido como Homens Não Choram), lançado em 2020, é uma parada obrigatória.
Diferente de muita coisa que a gente vê por aí, esse filme não tenta te vender uma lição de moral barata. Ele entrega a realidade crua. Vou te contar por que você deveria gastar 90 minutos do seu tempo assistindo a essa obra do diretor Steve Crowhurst.
O que é Big Boys Don't Cry (2020)
O filme, cujo título original é exatamente esse, foca na vida de Paul Connolly. A história é baseada em fatos, o que já muda o peso da experiência. A trama acompanha um homem que cresceu em um sistema de lares adotivos na Inglaterra dos anos 70 e 80.
A narrativa não enrola. Ela mostra como o passado traumático de Paul volta para cobrar a conta quando ele descobre que um amigo de infância cometeu suicídio. A partir daí, ele precisa decidir se continua guardando tudo dentro de si ou se finalmente encara os demônios que o assombram desde o orfanato St. Leonard’s.
Ficha Técnica e Nota IMDb
Para quem gosta de números e nomes, aqui está o resumo do que você precisa saber antes de dar o play:
Diretor: Steve Crowhurst.
Protagonista: Michael Socha (que entrega uma atuação muito sólida).
Elenco: Zoë Tapper, Joshua Coombes, Mitchell Norman.
Data de Lançamento: Outubro de 2020 (Reino Unido).
Nota IMDb: Atualmente gira em torno de 6.1/10.
Particularmente, acho a nota do IMDb um pouco rigorosa demais. O filme cumpre o que promete: é um drama policial e psicológico direto ao ponto, sem o brilho artificial de Hollywood.
Locações e a Trilha Sonora que dita o tom
O clima do filme é cinzento, pesado, condizente com o cenário. As locações de filmagem se concentraram principalmente na Inglaterra, capturando aquela estética suburbana britânica que passa uma sensação de isolamento.
A trilha sonora é outro ponto que merece destaque. Ela não é invasiva. Não espere músicas épicas para te fazer chorar à força. O som trabalha no silêncio e em batidas mais secas, reforçando a ideia de que o protagonista está preso em sua própria cabeça. É um trabalho técnico bem feito que ajuda a manter a narrativa fluida sem ser apelativa.
Curiosidades e Premiações
Mesmo sendo uma produção independente e menor, o filme não passou despercebido. Ele foca muito na autenticidade, e isso rendeu algumas curiosidades interessantes:
Baseado em fatos: O filme é uma adaptação das memórias reais de Paul Connolly. Isso dá uma camada de respeito à dor apresentada na tela.
Premiações: O filme circulou bem em festivais independentes, ganhando destaque pela atuação de Michael Socha no British Independent Film Festival.
Realismo: Muitas cenas foram filmadas para parecerem documentais, o que aumenta a imersão na história.
Se você curte filmes que falam sobre resiliência e a dificuldade de quebrar ciclos de violência e silêncio, Big Boys Don't Cry é uma escolha honesta. É cinema britânico raiz: seco, direto e necessário.
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