Pesquisar este blog

08 fevereiro 2026

A Família

 

Se você gosta de filmes que misturam crime com um humor mais ácido, A Família (2013) é uma daquelas escolhas que não tem erro. Eu assisti recentemente e o que mais me chamou a atenção foi como o diretor Luc Besson conseguiu colocar nomes de peso, como Robert De Niro e Michelle Pfeiffer, em uma situação completamente fora do comum.

Aqui vou contar um pouco sobre o que achei do filme, sem estragar a experiência com spoilers, e trazer os detalhes técnicos que mostram por que ele ainda vale o play.

Por que decidi assistir A Família de 2013?

Eu sempre fui fã de histórias de máfia, mas esse filme foge do clichê de "O Poderoso Chefão". O título original é The Family (ou Malavita, em alguns mercados), e a premissa é direta. Um ex-chefe da máfia entra para o programa de proteção à testemunha e é enviado com a família para a Normandia, na França.

O contraste é o que move a trama. De um lado, temos agentes do FBI tentando manter as aparências. Do outro, uma família que resolve problemas do dia a dia, como um encanamento quebrado ou um vizinho chato, usando os métodos violentos que aprenderam no crime. É um filme que não se leva tão a sério, e isso é ótimo para uma tarde de domingo.

O que você precisa saber sobre a produção e o elenco

A escalação aqui é o ponto forte. Ver o Robert De Niro interpretando o Fred Blake (ou Giovanni Manzoni) é um exercício de metalinguagem, já que ele é o rosto mais conhecido do gênero. Ao lado dele, Michelle Pfeiffer entrega uma esposa que não aceita desaforo, e o veterano Tommy Lee Jones faz o papel do agente do FBI que está sempre a um passo de ter um colapso nervoso.

  • Data de lançamento: 13 de setembro de 2013.

  • Diretor: Luc Besson.

  • Atores principais: Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Tommy Lee Jones, Dianna Agron e John D'Leo.

  • Nota IMDb: 6.3/10.

Sobre premiações, o filme não foi feito para ganhar Oscar, mas sim para divertir. Ele chegou a receber algumas indicações em premiações menores, como o Women Film Critics Circle Awards, destacando o trabalho da Michelle Pfeiffer.

Trilha sonora e as locações na França

Um ponto que me agradou bastante foi a ambientação. O filme foi gravado em locações reais na Normandia, na França, além de algumas cenas em estúdios em Paris e em Nova York. Esse cenário europeu bucólico em choque com a brutalidade dos personagens americanos cria um visual interessante.

A trilha sonora, composta por Evgueni e Sacha Galperine, ajuda a ditar esse ritmo de comédia de erros. Tem de tudo um pouco, desde músicas que remetem ao clima clássico da máfia até faixas mais modernas, como "Clint Eastwood" do Gorillaz, que toca em um momento bem oportuno.

Algumas curiosidades que fazem a diferença

Sempre gosto de saber o que rolou nos bastidores, e A Família tem alguns detalhes curiosos que talvez você não perceba de primeira:

  1. Martin Scorsese na produção: O lendário diretor de "Os Bons Companheiros" foi um dos produtores executivos do filme. Isso explica muito do tom da obra.

  2. O nome do cachorro: O título internacional "Malavita" é, na verdade, o nome do cachorro da família. É também um termo italiano usado para descrever o crime organizado.

  3. Homenagem ao gênero: Existe uma cena específica em que o personagem de De Niro assiste a um filme clássico de máfia. É um momento de pura nostalgia para quem acompanha a carreira dele.

No fim das contas, eu diria que esse filme é sobre o hábito. Mesmo quando você quer mudar de vida, sua natureza acaba aparecendo. É uma história de sobrevivência contada de um jeito leve, direto e com boas doses de ação.



Nenhum comentário:

Postar um comentário