Se você gosta de cinema de aventura, é impossível não passar pelo nome de Indiana Jones. Hoje vou falar sobre o segundo filme da franquia, Indiana Jones e o Templo da Perdição, que na verdade funciona como um prelúdio para os eventos que a gente viu no primeiro longa. Muita gente se divide sobre ele por ser um pouco mais sombrio, mas a verdade é que ele entrega exatamente o que se espera de uma obra assinada por Steven Spielberg e George Lucas.
O que você precisa saber sobre a trama e o clima do filme
Lançado originalmente em 23 de maio de 1984, o filme traz o título original de Indiana Jones and the Temple of Doom. Dessa vez, a história tira o arqueólogo do ambiente europeu e o joga direto na Ásia. Eu vejo esse filme como uma montanha-russa, ele é mais frenético e visceral que o anterior. O ritmo não para e as cenas de ação são bem mais físicas.
A nota no IMDb hoje gira em torno de 7,5/10, o que é uma pontuação bem sólida para um filme de entretenimento puro. Ele não tenta ser um drama profundo, o foco aqui é a sobrevivência e o mistério em torno de pedras místicas que sumiram de uma aldeia. Se você busca uma experiência de cinema clássica dos anos 80, esse aqui é o manual de como fazer a coisa bem feita.
O time por trás da câmera e o elenco de peso
Não tem como falar de Indiana Jones sem citar o Steven Spielberg na direção. Ele estava no auge da forma técnica aqui. No elenco, Harrison Ford volta como o protagonista, e é nítido como ele já estava totalmente confortável no papel do herói relutante. Ele divide a tela com Kate Capshaw, que interpreta Willie Scott, e o jovem Ke Huy Quan, que faz o Short Round.
Aliás, o entrosamento do Ford com o garoto é um dos pontos altos do filme. O moleque não serve só de alívio cômico, ele realmente participa da ação. No quesito reconhecimento, o filme levou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, o que faz total sentido quando você vê as sequências de perseguição nas minas, que foram inovadoras para a época.
Bastidores, trilha sonora e locações de filmagem
Um detalhe que sempre me chama a atenção é a trilha sonora de John Williams. O cara é um gênio e conseguiu criar temas que dão o tom de urgência que o roteiro pede. As músicas ajudam a construir aquela tensão crescente dentro do templo, sem que o filme precise dizer uma palavra.
Sobre as locações de filmagem, muita gente acha que eles filmaram na Índia, mas o governo local não curtiu muito o roteiro na época. Por causa disso, boa parte das cenas externas foi rodada no Sri Lanka, além de estúdios no Reino Unido e algumas passagens nos Estados Unidos e em Macau. O visual final ficou tão convincente que você realmente sente o calor e a umidade daqueles cenários.
Curiosidades que tornam o filme único
Sempre tem aqueles detalhes de bastidores que deixam a experiência de assistir mais interessante. Separei alguns pontos que eu acho legais:
Classificação indicativa: Sabia que este filme foi um dos grandes responsáveis pela criação da classificação PG-13 nos EUA? Ele era pesado demais para crianças, mas não o suficiente para ser proibido para menores.
Preparação física: Harrison Ford teve uma lesão séria na coluna durante as gravações e precisou ser operado, o que fez Spielberg usar dublês em várias cenas de luta para não parar a produção.
O nome dos personagens: O nome "Indiana" veio do cachorro de George Lucas, e "Willie" era o nome da cadela de Steven Spielberg. Eles gostavam de homenagear seus pets nos filmes.
Insetos reais: Aquela cena famosa com milhares de insetos não foi feita com computação gráfica. Eram bichos de verdade no set, o que deve ter sido um pesadelo para os atores.
Se você ainda não viu ou faz tempo que não revisita essa história, vale a pena tirar duas horas do dia para conferir. É cinema de entretenimento puro, direto ao ponto e muito bem executado.
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