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26 fevereiro 2026

Resident Evil 4: Recomeço

 

Se você acompanhou a saga da Alice nos cinemas, sabe que Resident Evil 4: Recomeço (ou Resident Evil: Afterlife, no título original) foi um divisor de águas. Eu lembro bem quando ele saiu, em setembro de 2010, prometendo levar a franquia para um nível visual que a gente ainda não tinha visto, principalmente pelo uso do 3D.

Vou direto ao ponto: o filme não tenta ser um drama profundo. Ele é ação pura, estética de videogame e muita coreografia. Se você quer entender por que esse capítulo é tão citado, preparei um resumo do que realmente importa sobre a produção, sem enrolação e sem estragar as surpresas da trama.

O comando de Paul W.S. Anderson e o elenco

Depois de ficar apenas na produção e no roteiro nos dois filmes anteriores, Paul W.S. Anderson voltou para a cadeira de diretor aqui. Eu percebo que o estilo dele é bem marcante: câmera lenta, simetria e muita influência visual dos jogos da Capcom, especialmente do Resident Evil 5.

No elenco, a Milla Jovovich continua sendo o pilar como Alice. Mas o que chamou a atenção na época foi a volta da Ali Larter como Claire Redfield e a introdução do Wentworth Miller (aquele de Prison Break) fazendo o papel de Chris Redfield. Para fechar o time de peso, Shawn Roberts assumiu o papel do vilão Albert Wesker, entregando uma performance que parece ter saído direto do console.

Bastidores, locações e a trilha sonora industrial

Uma coisa que eu respeito nessa produção é o esforço técnico. Eles usaram o sistema de câmeras que o James Cameron desenvolveu para Avatar, o que explica por que o visual é tão polido. As filmagens aconteceram boa parte em Toronto, no Canadá, mas o filme também passa por locais como Tóquio e o Alasca, criando aquela sensação de um mundo devastado e vazio.

A trilha sonora ficou por conta da dupla tomandandy. Se você gosta de um som mais industrial, eletrônico e pesado, que dita o ritmo das lutas, essa trilha é um prato cheio. Ela foge do óbvio e ajuda a manter o clima de tensão e adrenalina lá no alto.

O que dizem os números e as premiações

Se formos olhar a frieza dos dados, o filme tem uma nota de 5.8 no IMDb. Eu sei, não é uma nota altíssima, mas para filmes de terror e ação baseados em jogos, é uma média bem comum. O público geralmente gosta mais do que a crítica especializada.

Sobre premiações, ele não é um filme de Oscar, obviamente. Mas ele venceu o Genie Award (uma espécie de Oscar canadense) na categoria de "Golden Reel", que reconhece a maior bilheteria do ano no Canadá. Também teve indicações no People's Choice Awards, o que prova que ele acertou em cheio no gosto popular.

Algumas curiosidades que você talvez não saiba

Para quem gosta de detalhes de bastidores, selecionei alguns pontos interessantes sobre o longa:

  • Tecnologia de ponta: Como mencionei, foi o primeiro da franquia filmado inteiramente com tecnologia 3D nativa.

  • Fidelidade visual: O visual do Wesker e a famosa luta final foram inspirados quadro a quadro em sequências do jogo Resident Evil 5.

  • Recorde da franquia: Por muito tempo, este foi o filme que mais arrecadou dinheiro em toda a série nos cinemas.

  • Sem dublês em tudo: Milla Jovovich fez boa parte das suas próprias cenas de ação, o que já é uma marca registrada dela.

Resident Evil 4: Recomeço é um filme direto, honesto com a proposta de entretenimento e visualmente muito forte. Se você busca uma experiência de ação intensa, vale a pena revisitar.



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