O Corvo: A Cidade dos Anjos - Minha Visão Sobre Essa Sequência Sombria
Olha só, eu sou fã de carteirinha do primeiro "O Corvo", aquele com o Brandon Lee. É um clássico. Mas quando anunciaram a sequência, "O Corvo: A Cidade dos Anjos", em 1996, eu fiquei com o pé atrás. Sequências, a gente sabe como são. Mas essa aqui tem seu charme sombrio e merece uma atenção, até porque é um daqueles filmes que definiram a estética gótica dos anos 90.
Do Caos de Los Angeles à Vingança: A Trama e o Elenco
A coisa começa bem. A data de lançamento foi em 30 de agosto de 1996, e eu lembro que as críticas foram mistas, mas o visual do filme era inegável. A história nos joga em Los Angeles, ou como o título diz, a "Cidade dos Anjos", um lugar que, na tela, parece bem mais infernal do que celestial.
O diretor dessa empreitada é Tim Pope, que trouxe uma visão mais estilizada e até meio clip para a franquia. No papel principal, o novo Corvo é Vincent Pérez como Ashe Corven, um cara que é assassinado junto com o filho por uma gangue de traficantes e, claro, volta do mundo dos mortos para acertar as contas.
O elenco de apoio tem nomes interessantes: Mia Kirshner interpreta Sarah, a garota do primeiro filme, que agora é uma tatuadora e funciona como nossa ponte com o passado da franquia. Além dela, temos Richard Brooks e Iggy Pop (sim, o padrinho do punk!) em papéis de vilões, dando aquela sujeira e credibilidade underground que o filme precisa.
No IMDb, a nota não é estratosférica, mas está ali na média: 5.9/10. É um bom indicador de que o filme divide opiniões, mas não é um desastre. Se você curte o clima, vale a conferida.
A Trilha Sonora: O Barulho de Uma Geração
Se tem uma coisa que "O Corvo" sempre acerta, é na trilha sonora. O primeiro é lendário, e esse aqui não fica muito atrás. O filme de 1996 é um verdadeiro retrato do rock alternativo e industrial da época.
Os sons pesados e melancólicos dão o tom de cada cena de vingança. Artistas como Hole, White Zombie, Korn e Deftones marcaram presença. É o tipo de trilha que você coloca para dirigir à noite, no volume máximo, e se sente dentro de um filme noir gótico. O som é a alma desse universo; sem ele, a narrativa da vingança perde metade da força.
Locações e Curiosidades de Bastidores
As locações de filmagem são, em sua maioria, em Los Angeles, o que é essencial para construir essa atmosfera decadente. As cenas foram capturadas em estúdios e em diversas áreas urbanas da cidade, aproveitando a arquitetura industrial e os becos escuros para dar aquele visual sujo e angustiante.
Falando em curiosidades, uma das coisas mais notáveis é que, na época, houve uma pressão enorme para que a atriz Mia Kirshner repetisse seu papel no terceiro filme, mas ela recusou, mantendo sua aparição apenas nesta sequência. Além disso, o filme passou por uma série de mudanças no roteiro e na direção após o sucesso do original, o que sempre gera um burburinho nos bastidores sobre o que "poderia ter sido". Para mim, o que importa é o que chegou na tela: um filme honesto em sua tentativa de seguir o legado, mesmo que a sombra do primeiro seja longa.
O Fim da Linha (Sem Spoilers!)
Para fechar, se você curtiu o Eric Draven, vale a pena dar uma chance ao Ashe Corven. "O Corvo: A Cidade dos Anjos" é um pedaço da cultura gótica dos anos 90, com sua dose de ação, drama e uma estética de videoclipe que envelheceu de um jeito até charmoso. Não espere a mesma intensidade do original, mas prepare-se para um passeio sombrio e barulhento pelas ruas de uma Los Angeles chuvosa e vingativa. É um filme para ser visto mais pela vibe do que pela perfeição do roteiro.
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