Cara, se tem um filme que te faz pensar no valor do tempo sem precisar de um discurso motivacional barato, esse filme é The Angriest Man in Brooklyn (ou O Que Fazer?, aqui no Brasil).
Sabe aquele dia em que tudo dá errado e você só quer mandar o mundo pastar? O personagem principal vive nesse estado 24 horas por dia. Assisti ao filme recentemente e resolvi organizar os pontos principais para você decidir se vale o play.
O que esperar da história e a direção de Phil Alden Robinson
Lançado em 23 de maio de 2014, o longa é dirigido por Phil Alden Robinson. A premissa é direta: Henry Altmann é um sujeito amargurado que, após um exame, recebe a notícia (por um erro médico) de que tem apenas 90 minutos de vida.
A partir daí, o filme vira uma corrida frenética por Nova York. Não espere uma jornada heróica; é mais sobre um cara comum tentando consertar uma vida inteira de erros em pouco mais de uma hora. É um drama com pitadas de humor ácido que coloca o espectador naquela posição desconfortável de pensar: "e se fosse comigo?".
O peso do elenco e a nota no IMDb
O que segura a onda aqui é o elenco. Ter Robin Williams como protagonista já diz muita coisa. Ele entrega aquele mix de fúria e vulnerabilidade que poucos sabiam fazer. Ao lado dele, temos Mila Kunis, que interpreta a médica exausta que solta a mentira dos 90 minutos, além de Peter Dinklage (o Tyrion de Game of Thrones) e Melissa Leo.
Sobre a recepção:
Título Original: The Angriest Man in Brooklyn
Nota IMDb: 5.7/10
Premiações: O filme não foi um "papa-prêmios" de festivais, sendo uma produção mais contida e focada no público que curte dramas urbanos reflexivos.
A nota do IMDb pode parecer baixa, mas honestamente? O público costuma ser mais generoso que a crítica nesse caso, justamente pela conexão emocional com o Robin Williams.
Trilha sonora e as locações em Nova York
A ambientação é um personagem à parte. O filme foi rodado inteiramente em locações reais no Brooklyn e em Manhattan, o que dá um tom sujo e realista para a narrativa. Você sente o caos do trânsito e o aperto das ruas de Nova York enquanto o Henry corre contra o relógio.
A trilha sonora, composta por Mateo Messina, cumpre bem o papel. Ela não tenta ditar o que você deve sentir, mas mantém o ritmo de urgência da trama. É o tipo de som que acompanha o passo acelerado de quem não tem tempo a perder.
Curiosidades que você precisa saber
O filme tem algumas camadas interessantes que vão além da tela:
Remake: Muita gente não sabe, mas ele é baseado em um filme israelense de 1997 chamado The 90 Minute Dialogue.
Um dos últimos de Robin Williams: Esse foi um dos últimos filmes lançados enquanto o ator ainda estava vivo, o que dá um peso extra para as falas sobre mortalidade.
Peter Dinklage e Mila Kunis: A dinâmica entre os personagens secundários ajuda a tirar o foco apenas do Henry, mostrando como a raiva de uma pessoa afeta todo o entorno.
No fim das contas, The Angriest Man in Brooklyn não é uma obra-prima técnica, mas é um filme honesto. Ele te joga na cara que o tempo está passando e que a raiva, no fim das contas, é só um desperdício de energia.
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