Se você curte a mistura de zumbis, correria e aquela estética industrial dos anos 2000, senta aí. Vamos trocar uma ideia sobre Resident Evil 2: Apocalipse, um filme que divide opiniões, mas que entregou exatamente o que prometeu na época: ação desenfreada e a expansão do caos que começou na Colmeia.
Eu lembro bem de quando ele saiu. A expectativa era ver como a Umbrella lidaria com o vazamento do vírus para a superfície. O resultado foi um longa que trocou o clima de claustrofobia do primeiro filme por uma guerra urbana em escala total.
O que você precisa saber sobre Resident Evil: Apocalypse
O título original é apenas Resident Evil: Apocalypse. Lançado oficialmente em 10 de setembro de 2004, o filme marcou a estreia de Alexander Witt na direção de longa-metragens. Witt era um veterano em unidades de ação, e isso fica bem claro no ritmo do filme.
Diferente do primeiro, aqui a escala aumenta. Saímos dos corredores apertados e vamos para as ruas de Raccoon City. A trama foca na tentativa de Alice e de um grupo de sobreviventes de escaparem da cidade antes que o governo — ou melhor, a Umbrella — resolva "limpar" a área de um jeito bem definitivo.
No IMDb, o filme sustenta uma nota 6.1, o que é honesto para o gênero. Ele não tenta ser um drama profundo; é um filme de sobrevivência com esteroides. Em termos de premiações, ele levou o Genie Award de Melhor Edição de Som, além de indicações em premiações voltadas para o público de cinema fantástico e de ação.
O elenco e a fidelidade aos jogos
Para muita gente, o ponto alto aqui é a introdução de personagens icônicos dos games. Milla Jovovich volta como Alice, já demonstrando as mutações causadas pelo T-Vírus, mas quem rouba a cena para os fãs é Sienna Guillory interpretando Jill Valentine. A caracterização da Jill está impecável, parece que saiu direto do PlayStation para a tela.
Além delas, temos:
Oded Fehr como Carlos Oliveira (um mercenário com bastante tempo de tela);
Thomas Kretschmann como o Major Cain;
Jared Harris como o Dr. Ashford.
Um detalhe técnico interessante: embora a história se passe nos EUA, as locações de filmagem foram quase todas em Toronto, no Canadá. Eles usaram a arquitetura da cidade para simular o caos urbano de Raccoon City durante as noites de filmagem, o que deu um tom cinzento e frio para a produção.
Trilha sonora e a pegada Metal
Se você gosta de uma trilha sonora que dita o ritmo da adrenalina, esse filme é um prato cheio. A trilha conta com nomes pesadíssimos como Slipknot, Marilyn Manson, The Used e Killswitch Engage. É aquele som industrial e nu-metal que definia o cinema de ação daquela década.
A música não está lá só de fundo; ela ajuda a construir aquela sensação de urgência enquanto os personagens tentam cruzar a cidade. É o tipo de som que combina com o visual do Nemesis, a arma biológica definitiva que persegue o grupo durante boa parte da narrativa. Sem dar spoilers, o design do Nemesis ficou muito fiel ao que a gente conhecia, o que na época foi um alívio para quem jogava.
Curiosidades que você talvez não saiba
Todo filme desse porte tem seus bastidores curiosos. Separei alguns pontos que mostram o trabalho por trás das câmeras:
O peso do monstro: O ator Matthew G. Taylor, que interpretou o Nemesis, precisava carregar uma roupa que pesava cerca de 30 kg. Imagine fazer cenas de ação com esse peso todo nas costas.
Treinamento real: Sienna Guillory estudou os movimentos da Jill Valentine no jogo Resident Evil 3: Nemesis para conseguir replicar a postura e a forma como a personagem segurava as armas.
Cenas de ação: Milla Jovovich fez boa parte de suas próprias acrobacias, incluindo aquela descida vertical icônica na parede do prédio.
Marketing viral: Na época, a Sony criou uma campanha fingindo que a Umbrella Corporation era uma empresa real vendendo um produto chamado "Regenerate", o que gerou um buzz enorme na internet.
No fim das contas, Resident Evil 2: Apocalipse é um filme direto ao ponto. Ele expande o universo da franquia no cinema e entrega um entretenimento sólido para uma noite de fim de semana. Se você busca algo técnico e pé no chão, talvez não seja sua praia, mas se quer ver zumbis, explosões e personagens de videogame ganhando vida, ainda é um clássico moderno.
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