Pesquisar este blog

05 fevereiro 2026

Mãe!

 

Cara, se você gosta de cinema que te deixa desconfortável e com a cabeça fritando, precisa falar de Mãe! (ou mother!, no original). Assisti a esse filme sem saber muito o que esperar e, vou te falar, é uma experiência intensa. Não é um filme para ver comendo pipoca relaxado; é uma obra que exige atenção e estômago.

Vou te contar um pouco sobre o que faz esse filme ser tão comentado até hoje, sem entregar o ouro e estragar as surpresas.

O que você precisa saber sobre a produção

Lançado em 2017, o filme leva a assinatura do Darren Aronofsky. Se você conhece o trabalho dele em Réquiem para um Sonho ou Cisne Negro, já sabe que o cara não brinca em serviço quando o assunto é pressão psicológica.

O elenco é de peso. No centro de tudo temos a Jennifer Lawrence e o Javier Bardem. A dinâmica entre os dois é o que carrega o filme nas costas. Ele interpreta um poeta em crise criativa e ela é a esposa dedicada que está reformando a casa isolada onde moram. Além deles, aparecem nomes como Ed Harris e Michelle Pfeiffer, que chegam para bagunçar completamente o coreto.

No IMDb, o filme ostenta uma nota 6.6. É aquela típica nota de filme que divide opiniões: ou você ama a genialidade por trás da metáfora, ou odeia a agonia que ele causa.

O clima tenso e as escolhas técnicas

Uma coisa que me chamou a atenção foi a ambientação. O filme foi rodado em Montreal, no Canadá, e quase toda a ação acontece dentro de uma mansão vitoriana. Essa escolha dá uma sensação de claustrofobia absurda. Você se sente preso junto com a personagem da Lawrence.

A trilha sonora (ou a falta dela)

Aqui está uma curiosidade técnica: o filme quase não tem trilha sonora convencional. O compositor Jóhann Jóhannsson chegou a escrever uma trilha, mas junto com o Aronofsky, percebeu que o silêncio e os sons ambientes da casa (os estalos da madeira, o vento, os passos) criavam um clima muito mais perturbador. O design de som é, na prática, a música do filme.

Premiações e recepção

Mãe! não foi um queridinho unânime das premiações. Ele foi indicado ao Leão de Ouro em Veneza, o que mostra seu valor artístico, mas curiosamente também recebeu indicações ao Framboesa de Ouro. Isso só prova o quanto ele é polarizador. Muita gente na época não entendeu a proposta de cara.

Do que o filme realmente trata?

Sem dar spoilers, a trama começa simples: um casal vive isolado em uma casa de campo. De repente, estranhos começam a bater à porta e o marido, para desespero da esposa, convida todo mundo para entrar. O que começa como um incômodo social escala para um caos absoluto e surreal.

O filme é uma grande alegoria. Muita gente interpreta como uma metáfora bíblica, outros como uma crítica ambiental sobre como tratamos o planeta. O legal é que o Aronofsky deixa pistas, mas permite que você tire suas próprias conclusões no final.

Algumas curiosidades de bastidores

Para quem curte os detalhes por trás das câmeras, separei alguns pontos interessantes:

  • A casa foi construída do zero: A equipe não achou uma casa que servisse, então construíram a mansão inteira só para o filme.

  • Lesão real: A Jennifer Lawrence se entregou tanto ao papel que chegou a hiperventilar e deslocar uma costela durante as filmagens de uma das cenas mais intensas.

  • Roteiro relâmpago: O diretor escreveu o rascunho inicial do roteiro em apenas cinco dias. Parece que a ideia simplesmente jorrou da cabeça dele.

Vale a pena assistir?

Se você curte thrillers psicológicos que fogem do óbvio e te fazem pensar por dias, a resposta é sim. É um filme cru, direto e visualmente impactante. Só esteja preparado: o ritmo acelera de um jeito que pode te deixar sem fôlego.



Nenhum comentário:

Postar um comentário