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18 fevereiro 2026

O Demolidor

 

Sempre que penso em filmes de ação dos anos 90 que realmente envelheceram como um bom vinho (ou pelo menos como uma previsão bizarra do futuro), O Demolidor (Demolition Man), de 1993, encabeça a lista. É aquele tipo de filme que entrega o que promete: porrada, explosão e uma sátira social que hoje faz mais sentido do que na época em que foi lançado.

Vou te contar por que esse clássico do Sylvester Stallone ainda merece um espaço na sua tela, sem entregar nenhuma surpresa da trama.

O que você precisa saber sobre O Demolidor

Para começar o papo, o título original é Demolition Man. O filme chegou aos cinemas em outubro de 1993, sob a direção de Marco Brambilla. Se você gosta de ação de verdade, o elenco aqui é pesado: Sylvester Stallone faz o policial durão John Spartan, e Wesley Snipes dá vida ao vilão Simon Phoenix.

Na época, o filme também apresentou ao grande público a Sandra Bullock, que interpreta a Tenente Lenina Huxley. Ela traz um equilíbrio legal para a testosterona da dupla principal. No IMDb, o filme segura uma nota respeitável de 6.7, o que é bem alto para um gênero que muita gente rotula apenas como "filme de explosão".

Uma visão peculiar de 2032

A história começa no caos de Los Angeles em 1996, mas logo salta para o ano de 2032. O contraste é o que faz o filme ser único. Saímos de uma cidade destruída pela violência para entrar em San Angeles, uma utopia onde o crime praticamente não existe, as pessoas são extremamente polidas e... bom, digamos que as interações sociais mudaram bastante.

O roteiro coloca um policial "raiz" e um criminoso psicopata em um futuro onde ninguém sabe lidar com agressividade. É aí que a narrativa flui bem. Não é só pancadaria; existe uma crítica bem direta sobre o politicamente correto levado ao extremo e a perda de certas liberdades individuais em nome da segurança total.

Trilha sonora, locações e bastidores

Se você liga para a parte técnica, a trilha sonora tem um peso extra. A música tema, também chamada "Demolition Man", é do Sting (uma regravação da época do The Police). Já a trilha incidental ficou nas mãos de Elliot Goldenthal, que sabe criar aquele clima de tensão e futurismo.

Sobre as locações de filmagem, o filme usou muito bem a arquitetura de Los Angeles e arredores para criar San Angeles. Lugares como o Los Angeles Convention Center e áreas modernas de San Diego serviram de base para aquele visual limpo e tecnológico que vemos na tela.

Em termos de premiações, o filme não foi feito para ganhar o Oscar de Melhor Filme, mas recebeu indicações em prêmios de gênero, como o Saturn Award, focando em efeitos especiais e design de produção. O trabalho visual aqui realmente se destaca.

Curiosidades que você talvez não saiba

Todo bom filme de ação tem seus segredos, e O Demolidor é cheio deles:

  • As três conchas: Talvez o maior mistério da cultura pop. No futuro, não existe papel higiênico, apenas três conchas no banheiro. O filme nunca explica como usar, e isso virou motivo de debate até hoje.

  • Arnold Schwarzenegger: No filme, mencionam que Arnold se tornou presidente dos Estados Unidos (através de uma mudança na lei). Na época era piada, mas anos depois ele realmente virou governador da Califórnia.

  • O restaurante vencedor: Na versão americana, a única rede de restaurantes que sobrou foi a Taco Bell. Em algumas versões internacionais, eles trocaram digitalmente para Pizza Hut porque a marca era mais famosa fora dos EUA.

O Demolidor é um filme direto, honesto e que diverte sem precisar de muito esforço. Se você quer ver o Stallone sendo o Stallone e o Wesley Snipes em um dos seus melhores papéis como vilão, vale o play.



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