Cara, se você gosta de tecnologia e de entender como o mundo moderno foi construído, precisa parar um pouco para olhar a trajetória do Nikola Tesla. O filme Tesla (ou seu título original, Tesla: The Man Out of Time) tenta decifrar esse gênio que estava décadas à frente do seu tempo. Eu assisti e separei os pontos principais para você entender o que esperar dessa obra sem entregar o jogo.
O que esperar da direção e do elenco
A primeira coisa que você precisa saber é que esse não é um documentário engessado. O filme foi lançado em 21 de agosto de 2020 e tem a assinatura do diretor Michael Almereyda. Ele optou por uma pegada mais artística e menos linear, o que combina com a mente caótica e brilhante do Tesla.
No papel principal, temos Ethan Hawke. O cara entrega um Tesla introspectivo, quase obsessivo. No elenco, ainda vemos Eve Hewson como Anne Morgan (a narradora da história) e o excelente Kyle MacLachlan interpretando Thomas Edison. A dinâmica entre os dois é o ponto alto: de um lado o gênio idealista, do outro o empresário pragmático.
Detalhes técnicos e reconhecimento
Se você é do tipo que olha os números antes de dar o play, o filme mantém uma nota razoável no IMDb, girando em torno de 5.1/10. É uma obra que divide opiniões justamente por não seguir a fórmula padrão de Hollywood.
Sobre premiações, o destaque vai para o Festival de Cinema de Sundance, onde o filme levou o prêmio Alfred P. Sloan, dedicado a obras que focam em ciência e tecnologia. É um selo de qualidade para quem busca algo com embasamento técnico, mesmo que estilizado.
Atmosfera: Trilha sonora e locações
A ambientação é curiosa. Embora a história se passe no final do século XIX e início do XX, o diretor insere elementos anacrônicos de propósito.
Trilha Sonora: Composta por John Paesano, ela mistura sons clássicos com sintetizadores eletrônicos, o que faz todo o sentido para um filme sobre o pai da corrente alternada.
Locações: As filmagens rolaram principalmente em Brooklyn, Nova York. Eles conseguiram recriar bem os laboratórios e a atmosfera industrial da época, usando cenários que reforçam o isolamento do protagonista.
Curiosidades que você não sabia
O filme tem umas sacadas bem fora da caixa. Aqui vão três pontos interessantes:
O karaokê inesperado: Tem uma cena onde o Tesla do Ethan Hawke canta "Everybody Wants to Rule the World", do Tears for Fears. É bizarro, mas serve para mostrar como ele se sentia deslocado no tempo.
Google no passado: A narradora usa notebooks e faz pesquisas no Google enquanto conta a história, criando uma ponte entre o passado e o futuro que Tesla ajudou a criar.
Foco nas falhas: Ao contrário de outras cinebiografias, o roteiro foca muito mais nas dificuldades financeiras e nos projetos que não deram certo do que apenas nos seus sucessos.
Se você busca entender a guerra das correntes e a mente de um homem que morreu pobre mas deixou um legado incalculável, vale a pena conferir.
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