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10 janeiro 2026

O Próprio Enterro

 

"O Próprio Enterro (The Burial)": O Filme que Juntou Jamie Foxx e Tommy Lee Jones

Sempre que um drama de tribunal baseado em fatos  aparece, a gente fica com um pé atrás. Muitos caem no clichê ou forçam a barra no melodrama. Mas, olha, "O Próprio Enterro" (título original: The Burial) é uma exceção daquelas. Eu decidi conferir esse filme e a primeira coisa que me pegou foi a dupla principal.

É a história de como um empresário do Mississippi, um cara das antigas, contrata um advogado carismático da Flórida para salvar o negócio da família. Não é um papo mole sobre a amizade, é sobre negócios, a lei e a performance que rola dentro e fora do tribunal.

Lançamento e Ficha Técnica: Os Nomes Por Trás da Tela

O filme chegou para o público no dia 13 de Outubro de 2023 e foi direto para o Amazon Prime Video. A direção ficou nas mãos da Maggie Betts. Ela conseguiu manter o ritmo do filme, misturando o drama jurídico sério com um toque de comédia que a química dos protagonistas trouxe. Não é fácil fazer isso, e ela acertou no tom.

No elenco, a força é indiscutível. O ator que brilha é o Jamie Foxx, no papel do advogado Willie E. Gary. Ele entrega um carisma que domina a tela. E do outro lado, com aquela seriedade de sempre, temos o lendário Tommy Lee Jones, interpretando o empresário Jeremiah O'Keefe. É um prazer ver esses dois caras, com estilos tão diferentes, contracenando.

A produção soube escolher bem, e isso reflete na crítica. A nota no IMDb está em 7.3/10, o que, para um drama jurídico, é um número bem respeitável e mostra que o público comprou a ideia.

Trilha Sonora e Onde a Mágica Aconteceu

Se você for prestar atenção na trilha sonora, vai notar que ela tem uma pegada bem focada no Sul dos EUA, com aquele blues e gospel que dão o clima de Mississippi. A música acompanha a narrativa sem roubar a cena, apenas sublinhando os momentos de tensão e vitória. É o tipo de trilha que te coloca no ambiente da história real.

As locações de filmagem foram bem pensadas. O filme foi rodado em Nova Orleans, no estado de Louisiana. A cidade, com sua arquitetura e clima únicos, serviu perfeitamente para recriar o ambiente da região Sul dos Estados Unidos onde a história original aconteceu. Isso ajuda a dar aquela autenticidade visual que faz o espectador se sentir dentro da trama.

Premiações e o Reconhecimento da Crítica (E do Público)

Embora o filme tenha saído há pouco tempo, ele já está fazendo barulho. Jamie Foxx foi o nome mais cotado e já recebeu indicações importantes, como a de Melhor Ator Coadjuvante no Critics' Choice Awards. O filme também recebeu uma indicação de Melhor Filme no mesmo evento.

Isso não é pouca coisa. Um filme receber esse tipo de reconhecimento logo na largada é um indicativo de que a história e, principalmente, a performance dos atores, estão calando fundo no público e na crítica especializada. É bom ver que o trabalho deles não passou despercebido.

      Curiosidades que Vão Além do Tribunal

  • História Real, Quase Impossível: A trama é baseada em um artigo de 1999 da revista The New Yorker, escrito por Jonathan Harr. A história do empresário O'Keefe é tão maluca que parece ficção, mas aconteceu de verdade.

  • A "Batalha" de Estilos: A maior curiosidade é a diferença de approach dos advogados na vida real e no filme. De um lado, o estilo mais tradicional e reservado. Do outro, o showman Willie E. Gary, que realmente era conhecido por fazer um verdadeiro espetáculo no tribunal.

  • O Toque de Tommy Lee Jones: Inicialmente, a produção pensou em outro ator para o papel do empresário Jeremiah O'Keefe. Mas a escalação de Tommy Lee Jones deu um peso e uma credibilidade que casaram perfeitamente com a figura do empresário.

Vale o Seu Tempo?

Com certeza. "O Próprio Enterro" é um filme que entrega o que promete: um drama de tribunal esperto, com boas doses de humor, e uma performance estelar que realmente faz você torcer pelo desfecho.

Se você está procurando um filme bem feito, com diálogos afiados e sem a necessidade de explosões ou efeitos especiais mirabolantes, pode dar o play. É cinema de gente grande, sem enrolação.



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