Senta aí. Vou te contar sobre um filme que assisti recentemente e que me deixou pensativo por um bom tempo. O nome é Dogman: A Vingança Tem Quatro Patas. Se você espera aquela vibe fofinha de filmes com cachorros tipo Marley & Eu, pode esquecer. Aqui o buraco é bem mais embaixo.
O filme marca o retorno do Luc Besson, aquele diretor de O Profissional e O Quinto Elemento. Ele traz uma história crua sobre sobrevivência e a relação de um homem com seus cães, mas de um jeito que eu nunca tinha visto antes.
A mão de Luc Besson e a trama central
O título original é apenas Dogman. A história foca em Douglas, um cara que passou por traumas pesadíssimos na infância e acabou encontrando nos cachorros a única forma de amor e lealdade pura. O Besson sabe criar personagens marginais como ninguém, e aqui ele não economiza na crueza.
O Douglas é interpretado pelo Caleb Landry Jones. Se você não conhece o nome, guarde, porque o que esse sujeito faz em cena é de outro planeta. Ele carrega o filme nas costas, interpretando um homem que vive à margem da sociedade, usando cadeiras de rodas e se transformando no palco, já que ele também performa como drag queen para sobreviver. É um contraste estranho, mas que funciona muito bem na tela.
O que você precisa saber sobre a produção
Para quem gosta de detalhes técnicos, o filme foi lançado oficialmente nos cinemas brasileiros no início de 2024, após rodar festivais importantes. No IMDb, ele costuma flutuar com uma nota honesta de 6.7, o que eu considero injusto, para mim ele entrega bem mais na experiência emocional e visual.
Abaixo, separei os pontos principais para você ter uma ideia do peso dessa obra:
Direção: Luc Besson.
Elenco principal: Caleb Landry Jones, Jojo T. Gibbs e Christopher Denham.
Trilha Sonora: Composta por Eric Serra, o parceiro de longa data do Besson. A música ajuda a criar esse clima tenso e melancólico.
Locações: Embora a história se passe nos Estados Unidos, boa parte das filmagens aconteceu na França, em estúdios e locações que simulam aquele ambiente urbano decadente.
Premiações: O filme foi selecionado para a competição principal do Festival de Veneza, o que já mostra que não é um filme qualquer de ação.
Por que os cães são os verdadeiros protagonistas
O filme não se chama Dogman à toa. A produção usou dezenas de cachorros reais, de várias raças. O que impressiona é como o diretor conseguiu filmar esses animais de forma que eles pareçam entender cada comando e cada sentimento do protagonista.
Não tem aquela computação gráfica barata que a gente vê por aí hoje em dia. A interação entre o Caleb e os animais é orgânica. O roteiro mostra que, para o Douglas, os cães são melhores que os humanos porque eles não julgam, eles apenas protegem e obedecem. Isso cria uma dinâmica de "família" nada convencional que conduz toda a vingança mencionada no título nacional.
Curiosidades e o veredito final
Se você gosta de saber os bastidores, tem umas coisas curiosas sobre esse filme. Por exemplo, o Caleb Landry Jones passou meses se preparando para entender as limitações físicas do personagem e como interagir com matilhas reais.
Outro ponto interessante é que, apesar do marketing focar na vingança, o filme é muito mais um estudo de personagem do que um longa de pancadaria. É sobre como a sociedade quebra uma pessoa e como ela tenta se remendar com o que tem à mão, no caso, seus cães.
Se você está procurando um cinema que foge do óbvio, vale o seu tempo. É um filme direto, sem firulas e com uma atuação que vai te deixar grudado na tela até os créditos subirem.
Gostou dessa análise? Se quiser, posso te ajudar a encontrar onde o filme está disponível no streaming hoje ou sugerir outros títulos parecidos com a pegada do Luc Besson. O que acha?
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