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19 janeiro 2026

Trinity é o Meu Nome

 

E aí, tudo certo? Se você curte um bom faroeste, mas está cansado daquela pegada séria demais e dramática, senta aí que a gente precisa conversar sobre um clássico: Trinity é o Meu Nome (1970).

Eu decidi dar uma olhada geral nesse filme de novo e vou te passar a real sobre por que ele mudou o jogo nos anos 70. Sem frescura, direto ao ponto.

O nascimento de um novo estilo de Western

Lançado originalmente em 22 de dezembro de 1970, o filme chegou com o título original de Lo chiamavano Trinità.... O diretor é o Enzo Barboni (que assinava como E.B. Clucher).

Diferente dos filmes do Sergio Leone, que tinham aquele silêncio tenso e olhares mortais, aqui a pegada é outra. O Barboni decidiu que o faroeste podia ser engraçado. Ele pegou a base do "Western Spaghetti" e misturou com a comédia física, aquela pancadaria de boteco que parece coreografia de dança.

Terence Hill, Bud Spencer e o entrosamento bruto

O que carrega esse filme nas costas é a dupla principal. De um lado, temos o Terence Hill como Trinity, o "mão direita do diabo". Ele é o cara rápido, folgado e que vive sujo, sendo puxado por uma maca puxada pelo cavalo. Do outro, o gigante Bud Spencer como Bambino, o irmão brutamontes que só queria ser deixado em paz para roubar cavalos.

A nota no IMDb hoje gira em torno de 7.4/10, o que é um respeito enorme para uma comédia dessa época. Eles não ganharam grandes Oscars da vida, mas faturaram prêmios de popularidade na Europa, como o Golden Screen na Alemanha, provando que o público amava essa dupla mais que qualquer crítico de cinema.

Trilha sonora marcante e os cenários italianos

Muita gente acha que esses filmes eram rodados no Texas ou no México, mas a real é que a maioria das locações de filmagem foi na Itália, especificamente na região do Lácio e nos estúdios em Roma. Os campos abertos que você vê são os vales italianos simulando o Velho Oeste.

A trilha sonora é um capítulo à parte. Composta por Franco Micalizzi, aquela música de abertura assobiada gruda na cabeça igual chiclete. É o tipo de som que você ouve e já visualiza o Trinity comendo um prato de feijão direto da frigideira.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Para fechar o papo, separei uns fatos curiosos que mostram o esforço por trás da "vadiagem" do personagem:

  • O jejum de Terence Hill: Para a cena clássica onde ele devora uma frigideira inteira de feijão, o ator ficou 24 horas sem comer nada. Ele queria que a fome parecesse real (e foi).

  • Dublês? Quase nada: Bud Spencer e Terence Hill faziam a maioria das suas cenas de briga. O entrosamento era tanto que eles raramente se machucavam de verdade.

  • Sucesso inesperado: Ninguém dava muito pelo filme durante a produção, mas ele se tornou uma das maiores bilheterias da história do cinema italiano na época.

Enfim, Trinity é o Meu Nome é aquele filme essencial para ter no currículo de cinéfilo. É leve, é divertido e não tenta ser mais profundo do que uma bacia de feijão. Se você quer desligar o cérebro e ver uns tabefes bem dados, esse é o caminho.



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