Fala, pessoal. Se você curte cinema que te faz pensar sem precisar de firulas ou explosões a cada cinco minutos, senta aí. Hoje o papo é sobre Um Homem Comum (An Ordinary Man), um filme que muita gente deixou passar batido, mas que entrega uma tensão de respeito.
Vou destrinchar aqui o que faz esse filme valer o seu tempo, focando na parte técnica e na pegada da história, sem entregar o que acontece no final.
O que esperar de Um Homem Comum?
Lançado oficialmente em 2017, o filme é um drama com pitadas de suspense psicológico. A trama gira em torno de um criminoso de guerra (interpretado pelo monstro Ben Kingsley) que vive escondido, mudando de esconderijo constantemente sob a proteção de um grupo que ainda o vê como herói.
O filme não perde tempo com enrolação. Ele foca na relação desse "General" com a sua nova empregada, Tanja (Hera Hilmar), que acaba se tornando a única pessoa com quem ele interage. É um jogo de gato e rato, mas com uma carga psicológica bem pesada.
Título Original: An Ordinary Man
Diretor: Brad Silbermann
Elenco Principal: Ben Kingsley, Hera Hilmar, Peter Serafinowicz.
Nota IMDb: Atualmente gira em torno de 5.5/10.
Particularmente, acho a nota do IMDb um pouco rigorosa demais. O filme é minimalista, e quem espera ação frenética acaba dando nota baixa, mas a atuação do Kingsley já vale o ingresso.
Direção e Atuações: O peso de Ben Kingsley
O diretor Brad Silbermann (que também dirigiu Refúgio no Amor) optou por uma narrativa seca. Não tem trilha sonora épica tentando te forçar a sentir algo. O silêncio é usado como ferramenta de tensão.
O grande destaque, como era de se esperar, é o Ben Kingsley. O cara consegue passar uma sensação de perigo e vulnerabilidade ao mesmo tempo. Você sabe que ele é um vilão, um cara que cometeu atrocidades, mas a atuação te faz acompanhar a rotina dele com uma curiosidade quase incômoda. A química dele com a Hera Hilmar é o que carrega o filme nas costas.
Locações e a Trilha Sonora Minimalista
Se você gosta de ambientações cinzentas e frias, vai curtir a fotografia. O filme foi rodado em Belgrado, na Sérvia. Essas locações dão um ar de autenticidade absurdo, já que a história claramente remete aos conflitos nos Bálcãs, embora o país nunca seja explicitamente nomeado.
A trilha sonora é assinada por Rick Vertun. Ela é bem pontual, focada em criar uma atmosfera de isolamento. Não é o tipo de trilha que você vai baixar para ouvir na academia, mas dentro do contexto do filme, ela cumpre o papel de te deixar desconfortável na medida certa.
Curiosidades e Premiações
Embora não seja um "papa-prêmios" de Hollywood, Um Homem Comum é respeitado no circuito de cinema independente pela sua coragem de ser um filme de diálogos.
Curiosidade 1: Ben Kingsley se preparou intensamente estudando figuras históricas de generais fugitivos para pegar os trejeitos de alguém que vive em constante estado de alerta.
Curiosidade 2: A escolha da Sérvia como locação não foi apenas por custo, mas para aproveitar a arquitetura brutalista que ajuda a contar a história de um homem preso ao passado.
Premiações: O filme teve uma passagem discreta por festivais, focando mais no mercado de streaming e VOD (Video on Demand).
Por que você deveria assistir?
No fim das contas, Um Homem Comum é um filme para quem gosta de observar o comportamento humano sob pressão. Não é uma história de redenção barata, nem um filme de ação de domingo. É um retrato seco sobre culpa, solidão e as consequências das escolhas de um homem que, apesar do título, não tem nada de comum.
Se você gosta de filmes como A Queda ou dramas políticos mais densos, vale dar o play. É cinema direto ao ponto, sem frescura.
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