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26 fevereiro 2026

O Acampamento

 

Cara, sentei esses dias para ver O Acampamento (título original: They/Them) e o filme é uma mistura bem direta de gêneros que foge um pouco do que a gente espera de um slasher comum. Se você gosta de suspenses que tentam trazer algo a mais para a mesa, vale a pena entender o que rola aqui sem entregar o jogo.

O filme foi lançado em 5 de agosto de 2022 e marca a estreia na direção de John Logan, um cara que já é bem conhecido em Hollywood por roteiros pesados como Gladiador e 007: Skyfall. Aqui, ele resolveu seguir um caminho mais contido, mas focado em uma tensão psicológica constante.

Do que se trata a história de O Acampamento?

A premissa é simples: um grupo de jovens LGBTQIA+ é enviado para o Whistler Camp, um acampamento de conversão terapêutica liderado por Owen Whistler, interpretado pelo Kevin Bacon. O clima já começa estranho desde o primeiro minuto. Enquanto os jovens enfrentam métodos psicológicos bem questionáveis para "mudar" quem são, um assassino mascarado começa a rondar o local.

O que me chamou a atenção foi como o roteiro tenta equilibrar o horror real — que é a ideia de uma terapia de conversão — com o horror clássico de um assassino à solta na floresta. Não é um filme de sustos fáceis toda hora; ele trabalha mais no desconforto de quem está assistindo.

O peso do elenco e a direção de John Logan

Ter o Kevin Bacon em um filme de acampamento é uma referência clara para quem curte terror, já que ele estava no Sexta-Feira 13 original. Além dele, temos a Carrie Preston e a Anna Chlumsky no elenco adulto. Entre os jovens, o destaque fica para Theo Germaine, que entrega uma atuação bem sólida e segura a ponta do protagonismo.

O trabalho do Logan na direção é bem seco. Ele não usa muitos floreios visuais. A narrativa é fluida, sem pressa, focando nas interações entre os personagens antes de o sangue realmente começar a aparecer. É uma escolha que pode dividir opiniões, mas mantém a trama pé no chão.

Trilha sonora e as locações na Geórgia

A ambientação ajuda muito na imersão. O filme foi gravado inteiramente no estado da Geórgia, nos EUA, aproveitando aquelas florestas densas e isoladas que são a cara desse tipo de produção. O isolamento é quase um personagem à parte.

Já a trilha sonora ficou por conta de Drum & Lace. A música não tenta ser épica; ela é minimalista e pontua bem os momentos de isolamento e perigo. É o tipo de trilha que você mal percebe que está lá, mas que vai te deixando tenso conforme o sol vai se pondo no acampamento.

Notas, premiações e curiosidades rápidas

Se você costuma olhar números antes de dar o play, a recepção de O Acampamento foi mista. No IMDb, a nota gira em torno de 4.0, o que mostra que o filme não agradou a massa que buscava um terror convencional cheio de ação. Por outro lado, ele foi indicado ao GLAAD Media Award como Filme de Destaque, justamente por colocar personagens marginalizados no centro de uma trama de gênero.

Algumas curiosidades para fechar o café:

  • O título original, They/Them, é um trocadilho inteligente entre os pronomes neutros em inglês e a ideia de "Eles" contra "Eles" no contexto do slasher.

  • Kevin Bacon também atuou como produtor executivo, o que mostra que ele realmente comprou a ideia da história.

  • Diferente de muitos filmes de terror, a produção contou com consultoria para garantir que os temas sensíveis fossem tratados com o peso certo.

No fim das contas, é um suspense que entrega o que promete sem enrolar. Se você quer ver o Kevin Bacon sendo enigmático e uma trama que tenta ser relevante, é uma boa pedida para uma noite de bobeira.



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