Cara, se você está procurando um filme que bota o pé na estrada e te faz pensar sobre a vida sem firulas, precisa conhecer Joe Bell: Você Nunca Andará Sozinho. Eu assisti recentemente e a história me pegou pelo jeito direto de lidar com arrependimento e superação. Não é aquele tipo de drama que tenta te fazer chorar a todo custo, mas sim um relato seco e honesto sobre um pai tentando consertar as coisas.
O título original é apenas Joe Bell, e ele conta a jornada real de um cara que decide atravessar os Estados Unidos a pé. O objetivo? Chamar a atenção para os perigos do bullying, depois que o filho dele, Jadin, passou por situações bem pesadas na escola. É um filme de estrada, mas o asfalto aqui serve de cenário para um acerto de contas interno do protagonista.
O elenco e a mão firme na direção
Quem carrega o piano aqui é o Mark Wahlberg. Eu confesso que estou acostumado a ver ele em filmes de ação ou comédia, mas aqui o cara entregou uma atuação bem contida e madura. Ele interpreta o Joe Bell, um pai de família do Oregon que não é perfeito e sabe disso. Ao lado dele, temos o jovem Reid Miller, que faz o Jadin Bell, e a Connie Britton, que interpreta a esposa, Lola Bell. Até o Gary Sinise aparece em uma participação que dá um peso extra para a trama.
A direção ficou por conta do Reinaldo Marcus Green, o mesmo cara que dirigiu King Richard: Criando Campeãs. Dá para notar que ele gosta de focar no lado humano dessas figuras reais. O filme foi lançado oficialmente em julho de 2021, depois de dar as caras em festivais de cinema ainda em 2020. No IMDb, a nota da galera costuma ficar na casa dos 6.3, o que eu acho justo. É um filme sólido, sem querer inventar a roda.
Onde o filme acontece e o que toca no rádio
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foram as locações de filmagem. Como é uma história de travessia, as paisagens são fundamentais. Eles rodaram muita coisa no estado de Utah, passando por lugares como Salt Lake City e Morgan. Aquelas estradas vazias e as montanhas ao fundo dão uma sensação de isolamento que combina muito com o estado mental do Joe durante a caminhada.
A trilha sonora também ajuda a ditar o ritmo da caminhada. Quem assina a composição é o brasileiro Antonio Pinto, um cara que já é gigante lá fora e sabe criar atmosferas densas. Além do som instrumental, o filme traz músicas que fazem sentido para a história, incluindo faixas de artistas como Lady Gaga e Dixie Chicks, que têm tudo a ver com o contexto do que o filho do Joe estava passando.
Premiações e o que rolou nos bastidores
Embora não tenha sido um papa-prêmios no Oscar, o filme teve sua relevância no circuito de festivais, sendo exibido no prestigiado Festival de Toronto (TIFF). O foco aqui nunca foi ser um blockbuster de bilheteria, mas sim passar uma mensagem que precisava ser ouvida.
Sobre as curiosidades, muita gente não sabe que o roteiro foi escrito pela dupla Diana Ossana e Larry McMurtry. Se esses nomes parecem familiares, é porque são os mesmos que escreveram O Segredo de Brokeback Mountain. Eles sabem como ninguém escrever sobre a masculinidade em ambientes mais conservadores e as dificuldades de comunicação entre pais e filhos. Outro detalhe é que o Mark Wahlberg se envolveu muito com a família real do Joe Bell para tentar ser o mais fiel possível ao que aconteceu.
Por que vale a pena dar o play
No fim das contas, Joe Bell é um filme sobre movimento. O cara está andando para tentar fugir da culpa, mas percebe que, não importa quantos quilômetros ele percorra, o que ele carrega por dentro vai junto. É uma narrativa fluida, sem grandes reviravoltas mirabolantes, mas que te mantém ali, querendo saber se ele vai conseguir chegar ao destino final e, principalmente, se vai encontrar a paz que procura.
Se você curte histórias baseadas em fatos reais que não tentam te dar lição de moral, mas mostram a realidade como ela é, vale o seu tempo. É um retrato de como a gente lida com as nossas falhas enquanto tenta ser alguém melhor para quem a gente ama.
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