Eu assisti a esse filme pela primeira vez há pouco tempo e, sinceramente, entendi na hora por que ele virou esse ícone cultural. Os Fantasmas se Divertem (ou Beetlejuice, no título original) é aquela mistura estranha de terror e comédia que só o Tim Burton conseguia fazer funcionar nos anos 80. Ele não tenta te emocionar ou ser profundo demais; é um filme visual, prático e muito divertido de acompanhar.
Se você está procurando entender do que se trata essa história sem estragar as surpresas, preparei um guia direto ao ponto sobre essa obra-prima do humor mórbido.
O começo de tudo e o estilo de Tim Burton
Lançado originalmente em 30 de março de 1988, o filme foi o grande cartão de visitas do diretor Tim Burton. Ele trouxe um visual que hoje todo mundo reconhece: listras pretas e brancas, maquiagem exagerada e cenários que parecem saídos de um pesadelo cartunesco.
A trama gira em torno de um casal que, após um acidente, se vê preso como fantasmas na própria casa. O problema surge quando uma família de vivos — bem peculiares, por sinal — se muda para lá. É aí que o caos começa. O filme não perde tempo com explicações filosóficas sobre a vida após a morte; ele foca na burocracia engraçada de ser um fantasma e na tentativa desesperada de expulsar os novos moradores.
Elenco de peso e o astro principal
O que sustenta o filme é o elenco. Michael Keaton entrega uma das melhores performances da carreira como o bio-exorcista Beetlejuice. O curioso é que ele aparece em apenas cerca de 17 minutos do filme, mas a energia dele é tão caótica que parece que ele está em todas as cenas.
Além dele, temos:
Winona Ryder como a jovem Lydia Deetz, a ponte entre os dois mundos.
Alec Baldwin e Geena Davis como o casal de fantasmas novatos.
Catherine O’Hara e Jeffrey Jones como os excêntricos novos donos da casa.
Essa dinâmica entre os atores funciona muito bem porque ninguém tenta ser o herói clássico. São apenas pessoas (e mortos) tentando resolver seus problemas de convivência de um jeito bem torto.
Trilha sonora e reconhecimento técnico
Não dá para falar de Beetlejuice sem mencionar a trilha sonora. O trabalho de Danny Elfman é fundamental para criar aquele clima de "parque de diversões mal-assombrado". Mas o que realmente ficou marcado na memória de todo mundo são as canções de Harry Belafonte, como "Day-O (The Banana Boat Song)". Aquela cena do jantar é, provavelmente, uma das mais memoráveis da história do cinema.
Em termos de crítica, o filme tem uma nota 7.5 no IMDb, o que é bem alto para uma comédia desse gênero. No Oscar de 1989, ele levou a estatueta de Melhor Maquiagem, o que faz total sentido quando você olha para o visual das criaturas que aparecem na sala de espera do "pós-morte".
Curiosidades e os bastidores das filmagens
Para quem gosta de detalhes técnicos, as locações de filmagem foram concentradas na pequena cidade de East Corinth, em Vermont, nos Estados Unidos. Aquela casa icônica, na verdade, não existia por dentro; era apenas uma fachada construída para o filme, e as cenas internas foram feitas em estúdio.
Aqui vão alguns fatos rápidos que você talvez não saiba:
O nome do filme quase foi "House Ghosts" (Fantasmas da Casa).
Beetlejuice é o nome de uma estrela na constelação de Orion (Betelgeuse).
O estúdio queria uma pegada mais terror, mas Tim Burton insistiu no tom de comédia pastelão.
O filme continua atual porque não depende de efeitos digitais datados; ele usa efeitos práticos, marionetes e maquiagem, o que dá uma textura real para aquela bizarrice toda. Se você ainda não viu, vale cada minuto pela originalidade.
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