O Exterminador do Futuro: Gênesis
Deixa eu te falar, quando me sentei para ver O Exterminador do Futuro: Gênesis (ou, para os puristas, Terminator Genisys), eu não estava esperando uma revolução. Afinal, é o quinto filme da franquia. Mas, como um fã de carteirinha, eu tinha que conferir o que o diretor Alan Taylor tinha aprontado com essa linha do tempo bagunçada.
O longa chegou aos cinemas em 2 de julho de 2015, prometendo ser o reboot que todos esperavam — ou pelo menos o que a Paramount estava bancando. Se você está na mesma vibe de revisitar clássicos com uma roupagem nova, vem comigo que eu te dou a letra sobre o que esperar.
Arnold de Volta: Elenco e a Nova Sarah Connor
O ponto alto, sem dúvida, é ver Arnold Schwarzenegger novamente no papel que o consagrou. Ele retorna como o T-800, e é inegável que o cara ainda segura a bronca. A nostalgia bate forte.
Junto com ele, temos um elenco que teve a missão ingrata de preencher sapatos gigantescos. Emilia Clarke (a Daenerys de Game of Thrones) assume como Sarah Connor, e Jai Courtney (um ator que eu não tinha muito no radar) interpreta Kyle Reese. O John Connor ficou por conta de Jason Clarke. No geral, o time funciona, trazendo uma dinâmica diferente, mas que honra as versões originais sem copiar. A atuação é correta, sem exageros dramáticos, do jeito que eu gosto.
No IMDb, o filme não é unanimidade. A nota está na casa dos 6.3/10, o que já diz muito sobre a recepção mista. É o tipo de filme que você assiste para curtir a ação e o visual, e não para ganhar um Oscar.
A Máquina Não Para: Trilha Sonora e Locações
A trilha sonora é o motor de qualquer filme de ação, e aqui ela cumpre o papel. O compositor Lorne Balfe fez um trabalho sólido, mantendo a pegada eletrônica e tensa que é a marca da franquia, mas sem depender só do tema clássico. As músicas embalam as perseguições e os tiroteios sem roubar a cena, o que é um ponto positivo para quem quer focar na história.
As filmagens rolaram em lugares que deram aquela sensação de superprodução. As locações de filmagem foram principalmente em Nova Orleans, Louisiana, e em São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos. Essa escolha ajudou a dar um visual amplo e variado, tirando o filme daquela mesmice de estúdio. É visível o investimento para fazer a Skynet e o futuro distópico parecerem reais.
Curiosidades da Produção e o Título Original
O título original, Terminator Genisys, é um jogo de palavras que junta "Gênesis" (o começo de tudo) com o nome do sistema da Skynet. É um detalhe simples, mas que mostra a intenção de começar uma nova trilogia (o que, a gente sabe, não rolou).
Uma curiosidade bacana é que a produção usou efeitos visuais de ponta para recriar o visual de Arnold jovem, direto do primeiro filme. Ver o T-800 "clássico" versus o T-800 "Papai" (o apelido carinhoso que a Sarah Connor dá para ele) em combate é um fan service bem executado. E o mais legal é que o próprio Schwarzenegger ajudou o ator a simular os movimentos robóticos, garantindo a autenticidade do personagem.
Veredito Final: Vale a Pena Assistir?
Olha, se você está procurando o filme que vai salvar a franquia, talvez seja melhor rever O Exterminador do Futuro 2. Mas se você quer uma dose de ação robusta, com a dose certa de Arnold Schwarzenegger e uma premissa de viagem no tempo que tenta ser inteligente (mesmo que se complique um pouco), O Exterminador do Futuro: Gênesis é uma boa pedida.
É um filme que te entrega o que promete: muita explosão, robôs matadores e uma nova jogada no tabuleiro do destino versus livre arbítrio. É entretenimento puro, para desligar a cabeça por duas horas. Assista sem muita expectativa e apenas curta a jornada.
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