Se você curte aquela mistura clássica de artes marciais com uma pitada de sobrenatural e o carisma dos anos 2000, O Monge à Prova de Balas (Bulletproof Monk) é um prato cheio. Assisti ao filme novamente e decidi organizar o que você precisa saber sobre essa produção que, apesar de não ser um Oscar de melhor filme, entrega exatamente o que promete: diversão honesta.
O que é o filme e por que ele ainda é lembrado?
Lançado em 16 de abril de 2003, o longa foi dirigido por Paul Hunter. A trama gira em torno de um monge sem nome que protege um pergaminho antigo capaz de dar poderes infinitos a quem o possui. O problema é que ele precisa encontrar um sucessor, e acaba cruzando o caminho de Kar, um malandro de rua que aprendeu a lutar assistindo a filmes de kung fu no cinema onde trabalha.
O título original é Bulletproof Monk e ele é baseado em uma história em quadrinhos. O que eu acho legal aqui é o contraste: de um lado, a disciplina milenar do monge; do outro, o caos urbano dos Estados Unidos. É o clássico "peixe fora d'água" que funciona muito bem para o gênero de ação.
O elenco de peso e a recepção do público
Não dá para falar desse filme sem mencionar Chow Yun-fat. O cara é uma lenda do cinema de Hong Kong e traz uma elegância absurda para as cenas de luta. Ao lado dele, temos Seann William Scott, que na época estava no auge da fama por causa de American Pie. Muita gente achou que a dupla seria estranha, mas a química entre o mestre sereno e o aprendiz caótico é o ponto alto da obra. O elenco ainda conta com:
Jaime King como Jade (Bad Girl);
Karel Roden como o vilão Strucker;
Victoria Smurfit como Nina.
No IMDb, a nota atual gira em torno de 5.5/10. É uma pontuação justa para um filme que não tenta reinventar a roda, mas que diverte. Em termos de premiações, ele não levou estatuetas de prestígio, mas foi indicado ao Teen Choice Awards na época, o que mostra bem quem era o público-alvo.
Bastidores: Trilha sonora e onde o filme foi gravado
A trilha sonora tem aquela pegada característica do início da década de 2000, misturando batidas eletrônicas com orquestração de ação. A composição ficou por conta de Eric Serra, o mesmo cara que fez a trilha de O Quinto Elemento e Léon: O Profissional. Dá para sentir esse toque mais moderno e rítmico durante as perseguições.
Sobre as locações, apesar de a história se passar em grande parte na cidade de Nova York, a maior parte das filmagens aconteceu em Toronto e Hamilton, no Canadá. É uma prática comum em Hollywood para reduzir custos, e eles fizeram um bom trabalho em transformar as ruas canadenses nos becos sombrios de Manhattan.
Algumas curiosidades que você talvez não saiba
Para fechar esse papo, separei alguns detalhes interessantes sobre a produção que nem todo mundo nota de primeira:
Treinamento intenso: Seann William Scott passou meses treinando artes marciais para não passar vergonha ao lado de Chow Yun-fat.
Efeitos visuais: O filme usa bastante o estilo wire-fu (lutas com cabos), muito popularizado por Matrix e O Tigre e o Dragão.
Visual de HQ: Como o filme veio dos quadrinhos da Image Comics, o diretor tentou manter um visual saturado e dinâmico em várias cenas.
O Monge à Prova de Balas é aquele tipo de filme perfeito para um domingo à tarde. Tem ação, tem humor e não exige que você quebre a cabeça para entender a trama. Se você gosta de ver um mestre dando lições de vida enquanto distribui chutes, vale o play.
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