Se você é como eu, que não desgruda do celular nem para ir ao banheiro, o filme Jexi - Um Celular Sem Filtro vai bater de um jeito diferente. Eu assisti recentemente e resolvi trocar uma ideia com você sobre o que achei, sem enrolação e sem te entregar o final da história. É aquela comédia ácida que faz a gente repensar a nossa relação com a tecnologia, mas sem tentar ser profunda demais.
Do que se trata essa IA maluca?
A premissa é simples: conhecemos o Phil, interpretado pelo Adam Devine. O cara é o retrato de muita gente hoje em dia. Ele não tem vida social, não tem namorada e o melhor amigo dele é o smartphone. O problema começa quando ele precisa comprar um aparelho novo e ele vem com a Jexi, uma assistente virtual (dublada pela Rose Byrne) que não tem filtro nenhum.
Diferente da Siri ou da Alexa, que são educadas, a Jexi é abusiva, sarcástica e decide que a missão dela é transformar o Phil em um "homem de verdade", custe o que custar. Ela começa a postar coisas no perfil dele, manda e-mails que não deveria e vira a vida dele de cabeça para baixo. É aquele tipo de humor direto, às vezes meio pesado, mas que funciona bem para uma tarde de domingo.
Ficha técnica e bastidores
Se você gosta de saber quem está por trás das câmeras, os diretores são Jon Lucas e Scott Moore. Se esses nomes não te dizem nada, saiba que são os mesmos caras que escreveram Se Beber, Não Case!. Ou seja, já dá para saber o tom da piada, né?
Título original: Jexi
Data de lançamento: 11 de outubro de 2019
Direção: Jon Lucas e Scott Moore
Elenco principal: Adam Devine, Alexandra Shipp, Rose Byrne (voz), Ron Funches e Michael Peña.
Nota IMDb: 6,0/10 (uma nota justa para uma comédia descompromissada).
Premiações: O filme não chegou a levar nenhum Oscar ou prêmio de elite, o que já era esperado para o gênero, mas cumpriu bem o papel de bilheteria no streaming.
Trilha sonora e onde o filme aconteceu
A ambientação do filme é em São Francisco, na Califórnia. Faz todo o sentido ser lá, já que é o berço de toda essa cultura tech que o filme ironiza. As locações mostram bem aquele clima urbano e moderno das startups.
Quanto à trilha sonora, ela é bem atual e ajuda a ditar o ritmo frenético da Jexi tentando controlar o Phil. Tem faixas de artistas como Lizzo e Snap! (aquela clássica "The Power" aparece em um momento estratégico). A música serve para pontuar o absurdo das situações em que o Phil se mete por causa das notificações invasivas do celular.
Algumas curiosidades e o veredito
Uma coisa que achei interessante é que a voz da Jexi, feita pela Rose Byrne, foi gravada de um jeito bem monótono para parecer uma IA real, mas com um texto completamente agressivo. O contraste é o que gera a graça. Além disso, o Michael Peña faz um papel de chefe do Phil que é hilário, vale prestar atenção nele.
Vale a pena? Olha, se você quer um filme para desligar o cérebro e rir das situações ridículas que a dependência digital cria, pode dar o play. Não é uma obra-prima do cinema, mas é honesto na proposta. É um lembrete engraçado (e um pouco assustador) de que talvez a gente devesse olhar menos para a tela e mais para o mundo.
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