Se você é fã de ficção científica dos anos 90, com certeza já ouviu falar de Highlander 2 - A Ressurreição. Eu assisti a esse filme esperando a continuação épica do primeiro, e o que encontrei foi algo... digamos, inesperado. É um daqueles casos curiosos do cinema que divide opiniões até hoje.
Neste artigo, vou te contar tudo o que você precisa saber sobre essa sequência, desde os bastidores conturbados até as curiosidades que explicam por que o filme é do jeito que é.
O que é Highlander II: The Quickening?
Lançado originalmente como Highlander II: The Quickening, o filme chegou aos cinemas em 1991. Diferente do primeiro, que focava em imortais lutando através dos séculos na Terra, a sequência decidiu chutar o balde e inserir elementos de ficção científica pura, com direito a escudo global e alienígenas.
O filme foi dirigido por Russell Mulcahy, o mesmo diretor do original, o que torna as escolhas narrativas ainda mais peculiares. No elenco principal, temos o retorno de Christopher Lambert como Connor MacLeod e, para a surpresa de quem viu o primeiro filme, Sean Connery volta como Juan Sánchez-Villalobos Ramírez. O vilão da vez, General Katana, é interpretado por Michael Ironside.
Ficha Técnica e Recepção Crítica
Se você se baseia em números antes de dar o play, saiba que o filme não é exatamente um queridinho da crítica. No IMDb, a nota costuma oscilar em torno de 3.9/10. É uma pontuação baixa, mas que reflete a confusão dos fãs com a mudança drástica na mitologia da franquia.
Sobre premiações, o filme não levou estatuetas de prestígio para casa. Pelo contrário, ele é frequentemente citado em listas de "piores sequências já feitas", embora tenha ganhado um status de cult por quem aprecia o cinema de gênero mais excêntrico.
Título Original: Highlander II: The Quickening
Data de Lançamento: 12 de abril de 1991 (EUA)
Diretor: Russell Mulcahy
Locações de Filmagem: Argentina (principalmente Buenos Aires)
Trilha Sonora e a Estética de Highlander 2
Um dos pontos que ainda se salvam para muitos é a ambientação. A trilha sonora não conta com o Queen desta vez (o que é uma pena), mas a composição de Stewart Copeland (baterista do The Police) entrega aquele clima sombrio e futurista característico da época.
As filmagens ocorreram quase inteiramente na Argentina. A escolha do local foi estratégica por conta dos custos, mas acabou gerando problemas sérios. Na época, o país passava por uma crise de hiperinflação, o que afetou diretamente o orçamento e o controle da produção pelos investidores, tirando o poder criativo das mãos do diretor.
Curiosidades que Você Precisa Saber
Para entender por que o filme ficou tão "fora da curva", é preciso olhar para os bastidores. Aqui estão alguns fatos que moldaram a obra:
A Versão do Diretor: Russell Mulcahy ficou tão insatisfeito com a versão que foi para o cinema que, anos depois, lançou a "Renegade Version". Nela, ele removeu a ideia de que os imortais eram alienígenas do planeta Zeist, transformando-os em seres de um passado distante da Terra.
Sean Connery e o Cachê: Dizem que Connery recebeu uma fortuna por apenas alguns dias de filmagem, o que consumiu boa parte do orçamento de efeitos especiais.
Acidentes no Set: Christopher Lambert, que é míope, quase perdeu um dedo durante as gravações das lutas de espada, que eram feitas com lâminas de metal reais em algumas cenas.
Conclusão: Vale a pena assistir?
Highlander 2 - A Ressurreição é uma experiência cinematográfica única. Se você for assistir esperando a mesma profundidade filosófica e coerência do primeiro, vai se decepcionar. Mas, se você gosta de um visual cyberpunk dos anos 90, vilões canastrões e quer ver como a indústria do cinema pode ser caótica, ele merece uma chance.
O filme tentou expandir um universo que talvez devesse ter ficado quieto, mas acabou criando sua própria lenda urbana no processo.
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