Se você curte filmes que misturam crime, comédia e personagens com uma personalidade, digamos, peculiar, já deve ter esbarrado em Mortdecai: A Arte da Trapaça. Eu assisti ao filme recentemente e, olha, é uma experiência no mínimo curiosa. Não é aquele tipo de obra densa que te faz questionar a existência, mas entrega exatamente o que promete: uma aventura leve com um visual impecável.
Abaixo, organizei os pontos principais sobre essa produção para você decidir se vale o play no próximo final de semana.
Quem é Charlie Mortdecai e qual é a dele?
O título original é apenas Mortdecai, baseado na série de livros de Kyril Bonfiglioli. A história gira em torno de Charlie Mortdecai, um negociador de arte aristocrata que está sempre à beira da falência, mas nunca perde a pose (ou o bigode). Ele é o tipo de cara que resolve problemas criando outros maiores, sempre acompanhado de seu fiel e brutamontes assistente, Jock.
O filme foi lançado em 2015 e traz aquela estética de espionagem clássica, mas com um tom de farsa. A trama começa quando Mortdecai é recrutado para encontrar uma pintura roubada que, supostamente, contém o código de uma conta bancária cheia de ouro nazista. É uma premissa padrão de filmes de assalto, mas conduzida de um jeito bem mais caótico e engraçado.
Os nomes de peso por trás das câmeras
Uma das coisas que mais chamam a atenção em Mortdecai: A Arte da Trapaça é o elenco. Não economizaram aqui. O protagonista é ninguém menos que Johnny Depp, que claramente se divertiu muito criando os trejeitos do personagem. Ao lado dele, temos Gwyneth Paltrow como sua esposa, Johanna, e Ewan McGregor como o Inspetor Martland, que tem um "ranço" antigo pelo protagonista.
A direção ficou por conta de David Koepp, um cara que entende muito de roteiro (ele escreveu Jurassic Park e Missão Impossível). No entanto, aqui ele optou por uma direção mais estilizada, quase cartunesca. Além dos nomes principais, o elenco ainda conta com Paul Bettany, que faz o Jock e, para mim, acaba roubando várias cenas com sua lealdade inabalável e paciência infinita.
Onde o filme foi feito e a trilha sonora
Se tem algo que não dá para botar defeito é a parte técnica. As locações de filmagem são belíssimas, com boa parte das cenas gravadas em Londres e em mansões históricas em Buckinghamshire, na Inglaterra. Aquela atmosfera de "velha Europa" está muito bem representada, com figurinos impecáveis e uma fotografia que destaca o luxo exagerado da vida do Mortdecai.
A trilha sonora também ajuda a ditar o ritmo da bagunça. Ela foi composta por Mark Ronson e Geoff Zanelli. Ronson, que é um produtor musical de mão cheia, trouxe um frescor para as músicas, misturando o clássico com algo mais moderno e ritmado, o que combina bem com as fugas e as trapalhadas do protagonista.
Notas, recepção e algumas curiosidades
Sendo bem direto com você: o filme não é uma unanimidade. A nota no IMDb é 5.5, o que mostra que ele dividiu bastante as opiniões. Enquanto uns amam o humor exagerado de Depp, outros acharam a trama um pouco boba demais. No quesito premiações, o filme acabou chamando a atenção do Framboesa de Ouro na época, mas isso não tira o mérito de ser um entretenimento honesto para quem quer apenas relaxar.
Aqui vão algumas curiosidades rápidas para você saber:
Johnny Depp se interessou pelo papel porque era fã dos livros originais.
O bigode de Mortdecai é praticamente um personagem à parte e gera metade dos conflitos no casamento dele.
O orçamento foi alto, cerca de 60 milhões de dólares, o que explica a qualidade visual e o elenco de primeira.
No fim das contas, Mortdecai: A Arte da Trapaça é um filme para assistir sem grandes pretensões. É uma comédia de costumes com um toque de mistério que funciona bem se você gosta desse estilo mais excêntrico.
Nenhum comentário:
Postar um comentário