Se você curte o universo dos anti-heróis, provavelmente já parou para ver Venom: Tempo de Carnificina (Venom: Let There Be Carnage). Eu revi o filme recentemente e decidi organizar os pontos principais para quem quer entender por que essa sequência causou tanto barulho, sem entregar nenhuma surpresa da trama.
O filme é direto ao ponto. Ele foca na relação caótica entre Eddie Brock e o simbionte, enquanto introduz um dos vilões mais viscerais das HQs. É entretenimento puro, feito para quem quer ver ação e uma dinâmica de "casal estranho" que funciona melhor do que muita gente esperava.
O comando de Andy Serkis e o elenco de peso
Diferente do primeiro longa, aqui quem assume a cadeira de diretor é Andy Serkis. Se tem alguém que entende de captura de movimento e personagens digitais, é ele (o eterno Gollum). A transição fez bem para o ritmo do filme, que é bem mais ágil que o original.
No elenco, Tom Hardy volta entregando tudo naquela dualidade física entre Eddie e Venom. Mas o destaque de peso é Woody Harrelson como Cletus Kasady. O cara nasceu para interpretar psicopatas, e a transformação dele no Carnificina é visualmente impressionante. Além deles, temos:
Michelle Williams como Anne Weying.
Naomie Harris interpretando a vilã Shriek.
Stephen Graham como o detetive Mulligan.
Ficha técnica e o que dizem os números
Para quem gosta de dados técnicos e quer saber se o filme foi bem aceito, a recepção foi mista, mas sólida no que se propõe. No IMDb, a nota gira em torno de 5.9/10, o que reflete bem a divisão: os fãs de quadrinhos geralmente abraçam a diversão, enquanto a crítica mais tradicional pega mais pesado.
| Informação | Detalhes |
| Data de Lançamento | 7 de outubro de 2021 (Brasil) |
| Título Original | Venom: Let There Be Carnage |
| Trilha Sonora | Marco Beltrami (com música tema de Eminem) |
| Premiações | Venceu o People's Choice Awards como Filme de Ação de 2021 |
A trilha sonora do Marco Beltrami traz uma tensão extra, mas o destaque popular ficou novamente com o Eminem, na faixa "Last One Standing", mantendo a identidade musical que começou no primeiro filme.
Bastidores: Locações e curiosidades da produção
Muita gente acha que o filme foi todo feito em estúdio por causa do CGI, mas as filmagens rodaram lugares reais. Grande parte das cenas externas aconteceu em San Francisco, na Califórnia, aproveitando aquela estética de ladeiras e neblina que combina com o personagem. As cenas de estúdio foram concentradas nos Leavesden Studios, na Inglaterra.
Algumas curiosidades que pesquisei e achei interessantes:
Voz do Venom: Tom Hardy grava as falas do simbionte antes das cenas e as ouve através de um ponto eletrônico durante a atuação, para conseguir reagir em tempo real.
Influência de Serkis: O diretor usou sua experiência em Planeta dos Macacos para dar mais peso e realismo aos movimentos do Carnificina.
Tempo de duração: O filme é surpreendentemente curto para os padrões atuais de super-heróis (cerca de 97 minutos), o que evita aquela "barriga" na história.
Vale a pena assistir hoje?
Se você busca uma análise profunda sobre a psique humana, talvez esse não seja o seu filme. Agora, se você quer ver uma luta épica entre dois alienígenas gigantes com efeitos visuais de ponta e um humor ácido, Venom: Tempo de Carnificina entrega exatamente o que promete.
O filme não perde tempo com introduções desnecessárias e vai direto ao que interessa: o conflito. É uma evolução técnica em relação ao primeiro, principalmente no design do Carnificina, que ficou sinistro na tela.
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