Cara, se você curte cinema que mistura política, drama psicológico e uma pitada de história real, precisa colocar Seberg (ou Seberg: Contra Todos os Inimigos) na sua lista. Eu assisti recentemente e o filme entrega uma visão bem crua de como o sistema pode moer alguém, sem precisar de grandes explosões ou dramas novelescos.
Aqui está o que você precisa saber sobre essa produção de 2019 que passou meio fora do radar de muita gente.
Do que se trata Seberg e qual o título original?
O filme, cujo título original é simplesmente Seberg, foca em um recorte bem específico da vida da atriz francesa Jean Seberg. Se você não liga o nome à pessoa, ela foi o rosto da Nouvelle Vague, famosa pelo clássico Acossado.
Mas o filme não é sobre glamour. Ele mostra como a atriz se tornou alvo do FBI no final dos anos 60 por causa do seu envolvimento romântico e financeiro com o ativista Hakim Jamal, dos Panteras Negras. O diretor Benedict Andrews escolheu focar menos na biografia "nascimento ao estrelato" e mais no suspense de vigilância.
Elenco de peso e a nota no IMDB
A Kristen Stewart carrega o filme nas costas. Eu sei que muita gente ainda tem preconceito por causa de Crepúsculo, mas aqui ela prova que é uma das melhores atrizes da geração dela. Ela consegue passar aquela paranoia de quem sabe que está sendo vigiada, mas não consegue provar.
Além dela, o elenco conta com:
Anthony Mackie (o atual Capitão América) como Hakim Jamal.
Jack O'Connell como o agente do FBI que começa a questionar a ética da operação.
Margaret Qualley e Vince Vaughn.
No IMDB, o filme tem uma nota 5.9. Sendo bem sincero, acho um pouco baixa. O filme merece pelo menos um 7.0 pela ambientação e pela atuação da Stewart, mas o ritmo mais lento e o tom menos emotivo podem ter afastado o público que buscava algo mais "Hollywood raiz".
Trilha sonora e locações: a estética dos anos 60
Um dos pontos altos para mim é a estética. A trilha sonora, composta por Jed Kurzel, é tensa e minimalista, o que ajuda a criar aquele clima de sufocamento. Não espere músicas animadas de época o tempo todo; o som aqui serve para te deixar desconfortável, assim como a protagonista.
As filmagens rolaram principalmente em Los Angeles, o que faz todo o sentido, já que a história se passa no coração da indústria cinematográfica e nos subúrbios onde o FBI montava seus esquemas de escuta. A reconstrução de época é impecável, das roupas aos carros.
Premiações e recepção da crítica
Embora não tenha sido um "papa-Oscar", Seberg teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Veneza em 2019. A performance da Kristen Stewart foi muito elogiada pela crítica especializada, mesmo que o roteiro tenha recebido algumas ressalvas por ser direto demais. É aquele tipo de filme que brilha em festivais pela temática política e social, que continua bem atual.
Algumas curiosidades que você talvez não saiba
Para fechar, separei uns pontos interessantes sobre os bastidores:
Vigilância Real: O programa do FBI mostrado no filme, o COINTELPRO, existiu de verdade e foi responsável por perseguir diversas figuras públicas que apoiavam movimentos de direitos civis.
Preparação: Kristen Stewart estudou obsessivamente os tiques e o jeito de falar de Jean Seberg, inclusive a forma como ela lidava com a imprensa francesa e americana.
O visual: O corte de cabelo curto (pixie cut) que a Stewart usa no filme é uma marca registrada da Seberg real, que virou ícone de estilo na década de 60.
Resumo da ópera: Seberg é um filme sóbrio. Ele não tenta te fazer chorar, ele tenta te deixar indignado com a invasão de privacidade e a destruição de uma carreira por ideologia. Se você gosta de thrillers políticos com uma pegada histórica, vale o play.
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