Quando vi os nomes de Jackie Chan e Arnold Schwarzenegger no mesmo pôster, meu lado fã de filmes de ação dos anos 90 falou mais alto. Foi assim que cheguei a A Máscara de Ferro (2019), uma produção que mistura fantasia russa com artes marciais chinesas. Se você está procurando algo para assistir no fim de semana e quer saber se o investimento de tempo compensa, sem firulas ou papo de crítico de cinema metido a besta, vou te contar o que encontrei.
O que você precisa saber sobre a produção
O filme, cujo título original é Viy 2: Journey to China (ou The Mystery of the Dragon Seal), foi lançado em 2019 e dirigido por Oleg Stepchenko. Ele é, na verdade, uma sequência de um filme de 2014 chamado Viy, baseado em uma obra de Nikolai Gogol.
A trama segue o cartógrafo inglês Jonathan Green (Jason Flemyng) em uma expedição que começa na Rússia e termina na China. O roteiro tenta amarrar lendas chinesas, a figura do Homem da Máscara de Ferro e as disputas imperiais russas. É uma mistura ambiciosa, para dizer o mínimo.
Um elenco de peso (e um encontro histórico)
Não tem como negar: o grande chamariz aqui é o elenco. Ver Jackie Chan e Arnold Schwarzenegger dividindo a tela é o sonho de qualquer um que cresceu assistindo ao Corujão. Além deles, temos:
Jason Flemyng como o protagonista Jonathan Green.
Helen Yao entregando uma performance sólida.
Charles Dance (o eterno Tywin Lannister) e o saudoso Rutger Hauer.
A dinâmica entre Chan e Schwarzenegger acontece principalmente em uma prisão na Torre de Londres. É um combate que foca mais na nostalgia e no carisma dos dois do que em coreografias impossíveis, mas ainda assim, é divertido ver os dois "velhos de guerra" trocando golpes.
Bastidores: locações, trilha e a técnica por trás
Para quem gosta da parte visual, o filme não faz feio. As locações de filmagem passaram pela República Tcheca, China e Rússia, o que dá uma escala épica para os cenários. Você percebe que o dinheiro foi bem gasto na direção de arte e nos figurinos.
A trilha sonora ficou por conta de Alexandra Maghakyan, que segue aquela linha clássica de aventura épica, sem inventar muito a roda, mas cumprindo bem o papel de ditar o ritmo das cenas de ação.
Sobre premiações, o filme não chegou a levar nenhum Oscar ou Globo de Ouro (o que já era esperado), mas teve indicações técnicas em premiações regionais da Rússia e da Ásia, focadas principalmente nos efeitos visuais e design de produção.
Curiosidades e a nota no IMDb
Antes de dar o play, é bom alinhar as expectativas. No IMDb, a nota do filme costuma flutuar na casa dos 4.7/10. É uma média baixa, eu sei, mas isso se deve muito ao roteiro que, às vezes, tenta abraçar o mundo e acaba ficando um pouco confuso.
Aqui vão algumas curiosidades que pesquisei:
Encontro inédito: Apesar de serem amigos há décadas, esta foi a primeira vez que Jackie Chan e Schwarzenegger realmente lutaram um contra o outro no cinema.
Produção bilionária: Foi uma das produções mais caras do cinema russo, com um orçamento que ultrapassou os 45 milhões de dólares.
Conexão histórica: O filme usa a lenda do "Pedro, o Grande" impostor, uma teoria da conspiração real da história russa.
No fim das contas, A Máscara de Ferro é aquele típico filme de "sessão da tarde" com orçamento de blockbuster. Se você desligar o senso crítico por duas horas e quiser apenas ver dois ícones do cinema em um cenário de fantasia visualmente rico, vale a espiada. Só não espere uma obra de arte profunda.
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